MPSP denuncia PMs por esquema de segurança para empresários ligados ao PCC
O Ministério Público de São Paulo ( MPSP ) denunciou quatro policiais militares acusados de integrar um esquema de segurança particular para dirigentes da Transwolff , empresa de ônibus investigada por envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital ( PCC ).
Segundo a denúncia, os policiais, vários deles ligados à Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar ( Rota ), teriam usado a experiência e a credibilidade da corporação para prestar serviços particulares aos empresários.
O grupo teria uma estrutura organizada, com escalas de trabalho, recrutamento de outros policiais e pagamentos feitos por meio de empresas.
A denúncia foi apresentada em 26 de agosto pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e pela Promotoria de Justiça Militar.
Os quatro PMs são um tenente-coronel, um capitão, um segundo-sargento e um terceiro-sargento da reserva .
De acordo com o MPSP, cada um teria desempenhado uma função diferente no esquema.
Como funcionava o esquema A investigação aponta que o grupo começou a atuar em 2020 e prestava segurança para dirigentes da Transwolff e da UPBUS, empresas que foram alvo da Operação Fim da Linha, deflagrada em 2024 para investigar suspeitas de lavagem de dinheiro ligada ao PCC.
Os policiais eram escalados para fazer a segurança dos empresários em serviços particulares.
O capitão é apontado pelo Ministério Público como o responsável por coordenar o grupo: fazia a ligação com os empresários, organizava as escalas, indicava policiais e acompanhava o trabalho.
O tenente-coronel, segundo a denúncia, cuidava da parte administrativa e financeira.
Já os dois sargentos teriam atuado diretamente na segurança e também ajudado a recrutar outros policiais para o serviço.
Policiais teriam sido alertados sobre os vínculos com o PCC Em setembro de 2020, um dos policiais consultou o sistema Muralha Paulista para pesquisar nomes ligados à direção da empresa.
Segundo a investigação, um dos pesquisados tinha ligação familiar com uma pessoa apontada como integrante da estrutura financeira do PCC.
Pouco depois, o comando do batalhão determinou que os policiais se afastassem da atividade particular, após a repercussão da ligação entre a corporação e a empresa.
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