'Casar que é bom ninguém quer': quem foi Alzira, a 'noiva' de Sorocaba que virou personagem folclórica
A história de Alzira, a noiva que andava pelo centro de Sorocaba As lendas urbanas que compõem o folclore brasileiro estão sempre rodeadas de alguns elementos mágicos, surreais ou sobrenaturais.
As criaturas são criação da nossa criatividade e dos saberes dos nossos antepassados.
O folclore como conhecemos é isso; as lendas como imaginamos são essas.
No entanto, há um pouco da realidade nestas histórias.
Isso porque muito do que é contado só faz sentido com o que está no alcance dos olhos de quem criou o primeiro conto.
É nessa mistura do real com o surreal que pessoas se tornam personagens e, mais tarde, esquecidas de sua humanidade. 📲 Participe do canal do g1 Sorocaba e Jundiaí no WhatsApp A biografia de Alzira Corrêa é um exemplo dessa memória em Sorocaba (SP).
A mulher foi uma moradora da cidade que, especialmente na década de 1970, ficou conhecida por todos que frequentavam as ruas do centro.
Sempre na praça Coronel Fernando Prestes, em frente a igreja matriz, Alzira desfilava com seu vestido de noiva e reagia aos jovens e aos casais que passavam por ali.
A frase tão repetida por ela virou um bordão: “Casar que é bom ninguém quer!”.
E a imagem de Alzira se tornou um exemplo dessa memória coletiva que, pelos relatos de terceiros, foi se transformando em uma espécie de “lenda” da cultura sorocabana, tendo sua humanidade extravasada para o folclore local.
Conhecida como 'Alzira Sucuri', a mulher vivia no centro de Sorocaba na década de 70 Glauber Lopes / Arquivo pessoal 'Alzira Sucuri' era Alzira Corrêa A história de Alzira já foi registrada de diversas formas: reportagens, documentários e peças abordaram a vida da mulher sorocabana.
Glauber Lopes, produtor cultural, foi um dos que se interessou por este trabalho há 15 anos.
No documentário "100 Anos com Alzira", o produtor entrevistou pessoas que conviveram com Alzira e puderam colaborar na apresentação do perfil biográfico dela.
A ideia surgiu justamente porque Glauber era um dos jovens sorocabanos que apenas conhecia os relatos da tal "Alzira Sucuri", mulher "louca" que andava pelo centro vestida de noiva e seguindo casais.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.