Primeiro padre exorcista da Serra Gaúcha detalha como funciona atendimento Primeiro padre exorcista da Serra Gaúcha detalha como funciona atendimento
A Diocese de Caxias do Sul nomeou, em julho, o primeiro padre oficialmente encarregado do Ministério do Exorcismo na Serra Gaúcha. Aos 38 anos, Daniel D’Agnoluzzo Zatti, pároco da Paróquia São Ciro, em Caxias do Sul, já começou a receber pedidos de atendimento. Em entrevista ao Pioneiro, da RBS, ele explica que o trabalho está muito mais ligado ao acolhimento e ao discernimento do que às cenas dramáticas retratadas pelo cinema.
O sacerdote contou que o atendimento começa pela tentativa de encontrar uma explicação natural para aquilo que o fiel está vivenciando. Caso a situação apresente elementos considerados incomuns, a pessoa pode ser encaminhada para uma equipe formada por profissionais de diferentes áreas da saúde. “Quando uma pessoa é acolhida e percebe algum elemento estranho em sua vida, e estranho significa algo não natural ou sem explicação natural, então se encaminha para o comitê científico composto por psiquiatras, psicólogos e neurologistas” , explicou.
Ministério Público toma decisão sobre acusação de filhos de Erasmo Carlos contra viúva Apresentadora da Globo anuncia morte da irmã gêmea às vésperas do aniversário de 50 anos: “Momento muito difícil”; assista A avaliação médica e psicológica acontece antes de qualquer possibilidade de intervenção religiosa. Somente quando não é encontrada uma explicação considerada plausível dentro do campo natural é que o caso pode avançar para uma oração exorcística. Segundo Zatti, o procedimento é realizado em conjunto com uma equipe e segue regras rigorosas de confidencialidade.
E, apesar de o imaginário popular associar o exorcismo a gritos, violência e cenas assustadoras, o religioso garante que a realidade é bem diferente. “Acredito que a primeira desmistificação é sobre um caráter hollywoodiano do momento. Ele normalmente é mais sereno do que aquilo que os filmes querem retratar” , afirmou.
O processo de discernimento faz com que apenas uma pequena parcela das pessoas que procuram o sacerdote chegue à etapa do chamado Exorcismo Maior. “Em torno de 5% a 10% de quem procura vai chegar até a etapa final” , revelou Zatti.
Mestre e doutorando em Teologia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), o padre também reforçou, durante participação no programa Razões da Fé, da Diocese de Caxias do Sul, que a Igreja Católica entende o demônio como uma realidade espiritual.
Dentro da tradição cristã, os demônios são compreendidos como seres angélicos que se afastaram de Deus. “Os seres angélicos, os demônios são seres angélicos, segundo a nossa tradição de fé. Eles não são seres materiais, eles são seres espirituais” , explicou.
A figura popular do demônio com chifres, por outro lado, não corresponde à concepção apresentada pelo sacerdote. Para Zatti, essas representações estão relacionadas ao imaginário e ao mito. A doutrina católica, segundo ele, fala da existência do “maligno” como uma realidade espiritual.
Na tradição católica apresentada pelo padre, existem três formas extraordinárias de ação atribuídas ao demônio: obsessão, vexação e possessão.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em hugogloss.uol.com.br — o conteúdo pertence a Hugo Gloss.