Motorista é parado em blitz usando sandália presa ao calcanhar, acredita que todo calçado aberto dá multa, e fiscalização explica o que realmente importa para os pedais
Entenda quando o calçado pode ser considerado inadequado por comprometer o uso dos pedais
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Um motorista parado em uma blitz acreditou que receberia multa porque dirigia usando uma sandália aberta. O calçado, porém, possuía uma tira presa ao calcanhar. A fiscalização explicou que o Código de Trânsito Brasileiro não proíbe todo modelo aberto. O ponto decisivo é saber se ele permanece firme no pé e permite controlar os pedais com segurança.
Não. A legislação não apresenta uma lista baseada apenas em nomes como sandália, chinelo, tamanco ou sapato. O Código de Trânsito proíbe dirigir com calçado que não se firme nos pés ou que comprometa a utilização dos pedais. Por isso, a análise considera características concretas, como:
A tira traseira ajuda a impedir que a sandália escape durante uma frenagem ou troca rápida de pedal. Quando o calçado envolve o calcanhar e permanece ajustado, ele não se enquadra automaticamente na situação de um chinelo solto. Ainda assim, o modelo inteiro precisa permitir movimentos precisos.
Uma sandália pode estar presa ao pé e continuar inadequada se tiver salto instável, plataforma muito alta ou formato que se enrosque nos comandos. Portanto, a presença da tira é relevante, mas não é o único critério. A fiscalização observa se o calçado compromete o uso dos pedais .
O Código de Trânsito não proíbe dirigir descalço. Se o motorista perceber que o calçado pode escapar ou atrapalhar os comandos, retirá-lo antes de iniciar o deslocamento evita a infração relacionada ao artigo 252. O objeto deve ser guardado em local onde não consiga deslizar para baixo dos pedais.
Dirigir apenas com meias também não aparece como proibição específica, mas pode reduzir a aderência dependendo do material e do acabamento do pedal. A escolha deve preservar o controle do veículo. Retirar um chinelo e deixá-lo solto no assoalho do motorista troca um problema por outro risco durante a condução.
Os modelos que escapam facilmente ou reduzem a sensibilidade dos pés merecem atenção. O problema não está apenas no risco de o calçado sair. Ele também pode ficar preso sob um pedal ou impedir que o motorista aplique a força necessária em uma frenagem. Entre os exemplos mais arriscados estão:
A forma como o calçado se prende ao pé, sua estabilidade e a sensibilidade transmitida aos pedais podem influenciar diretamente o controle durante a condução.
Modelos que ficam soltos na parte traseira podem se deslocar durante o movimento dos pés.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.