Após o ‘maior erro de sua história’, Squadra coloca Meli (MELI34) e Nubank (ROXO34) entre as maiores apostas e vê oportunidades ignoradas pelo mercado
Por mais gigantes que sejam, o Mercado Livre (MELI34) e Nubank (ROXO34) não andam nada bem das pernas na bolsa.
Lá fora, a empresa argentina perde pouco mais de 5% do valor nos últimos seis meses, enquanto a fintech brasileira se aproxima de uma queda de 15% no período.
No entanto, enquanto boa parte do mercado se preocupa obsessivamente com alguns elementos nas teses de ambas, a Squadra está enxergando grandes oportunidades.
Tanto é que as companhias agora estão entre as principais apostas da gestora de R$ 16 bilhões, segundo a carta divulgada.
O Nubank, inclusive, protagonizou uma virada inédita na história da casa: uma posição short se transformou em uma aposta comprada.
A Squadra já admirava o banco digital quando decidiu apostar na queda das ações após o IPO, no fim de 2021.
O problema não era a qualidade do negócio, mas o preço elevado e as projeções consideradas “excessivamente otimistas”.
Agora, com a fintech mais madura, rentável e negociando a uma avaliação considerada atraente, a Squadra mudou de lado.
"Em bull markets , o mercado paga um prêmio pelo sonho; em bear markets , exige desconto sobre o negócio atual ao ficar obsessivo diante de riscos que já assume como reais e causadores de danos estruturais.
Desenvolvimentos positivos e opcionalidades ficam escondidos atrás da sombra das preocupações", escreve a gestora na carta.
Ao lado de Meli e Nubank , as outras principais apostas da casa são Equatorial (EQTL3) e Energisa (ENGI11) .
A reformulação da carteira acontece após um período de desempenho abaixo do esperado.
No primeiro semestre de 2026, os fundos Long-Biased e Long-Only da Squadra recuaram 5,1% e 6,2%, respectivamente, enquanto o Ibovespa avançou 6,8%.
A própria gestora afirma atravessar um “vale de performance”, agravado pelo investimento em Hapvida (HAPV3) , classificado como o maior erro de sua história.
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