Mercado mantém previsões de inflação e juros, mas vê alta menor do PIB
Os analistas do mercado financeiro consultados semanalmente pelo Relatório Focus, do Banco Central, mantiveram estáveis as expectativas para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) deste ano. No entanto, os analistas passaram a prever uma alta menor da economia.
Mercado financeiro prevê inflação em 5,02% no fim deste ano. O percentual corresponde à mesma estimativa apresentada nas últimas duas semanas. Há um mês, a projeção capturada pelo Boletim Focus sinalizava alta de 5,12% do índice oficial de preços.
Previsão ainda indica que a inflação vai superar o teto da meta. A expectativa é que o índice feche o ano acima do intervalo estabelecido pelo CMN (Conselho Monetário Nacional) para o índice oficial de inflação, que é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual (entre 1,5% e 4,5%).
Perspectivas apontam para uma deflação de 0,18% neste mês. A taxa negativa é esperada devido ao abatimento do chamado "Bônus de Itaipu" sobre as contas de luz, que vai aliviar as tarifas de 83,8 milhões de consumidores, segundo a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). Se confirmada, a deflação será a primeira em um ano.
Para 2027, os analistas elevaram as expectativas para 4,25%. A oscilação semanal de 0,01 ponto percentual representa a segunda alta seguida das expectativas para o IPCA do próximo ano. Já para 2028 e 2029, as estimativas permanecem novamente estáveis, em 3,80% e 3,50%, respectivamente.
Analistas projetam alta menor da economia brasileira neste ano . A atualização das expectativas indica que o PIB (Produto Interno Bruto), indicador referente à soma de todos os bens e serviços finais produzidos no país, vai crescer 1,85% em 2026. Na semana passada, a previsão era de avanço de 1,98%.
Estimativa de avanço do PIB para 2028 sobe de 1,89% para 1,98%. A oscilação aproxima a expectativa daquela indicada há quatro semanas (2%). Para 2027 e 2029, no entanto, as projeções permanecem estáveis em, respectivamente, 1,5% e 2%.
Relatório mantém a previsão para a taxa Selic ao final de 2026. As expectativas mostram que a taxa básica de juros ainda deve cair 0,25 ponto percentual neste ano, dos atuais 14% ao ano para 13,75% ao ano, com a redução sinalizada para a reunião de setembro.
Projeções para 2027, 2028 e 2029 também permanecem estáveis. As perspectivas dos analistas do mercado financeiro mostram a taxa básica de juros em 12%, 10,5% e 10% ao ano, respectivamente.
Juros são a principal ferramenta de política monetária contra a inflação. A elevação da taxa Selic é utilizada como alternativa para limitar o consumo e, consequentemente, conter o avanço do IPCA. Por outro lado, quando a Selic recua, ela estimula o consumo e os preços tendem a subir devido à demanda maior por bens e serviços.
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.