Pesquisa mostra por que nem todo voto de Caiado e Zema migra para Flávio Bolsonaro no segundo turno
A vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro nas simulações de segundo turno não desaparece mesmo quando os eleitores de candidaturas de direita precisam fazer uma nova escolha.
No Ponto de Vista , apresentado por Laísa Dall’Agnol, o CEO da Nexus, Marcelo Tokarski, afirmou que parte dos votos de nomes como Ronaldo Caiado e Romeu Zema não migra automaticamente para Flávio e que fatores como gênero, renda e, principalmente, rejeição ajudam a explicar esse comportamento.
O editor de VEJA José Benedito da Silva também participou da análise (este texto é um resumo do vídeo acima) .
José Benedito levantou a hipótese de que Lula poderia enfrentar dificuldades para ampliar seu eleitorado no segundo turno.
Segundo ele, enquanto o presidente conseguiu reunir os partidos de esquerda em torno de sua candidatura, a direita chegou à disputa dividida entre diferentes nomes.
Nesse cenário, o risco para Lula seria avançar para a etapa decisiva sem conseguir crescer significativamente além da base conquistada no primeiro turno.
Tokarski discordou dessa leitura a partir dos números da última pesquisa da Nexus citada durante o programa.
Segundo ele, Lula registra 41% no primeiro turno e chega a 47% no segundo, crescimento de seis pontos.
Flávio passa de 36% para 44%, uma alta de oito pontos.
“De fato, o Flávio cresce mais que o Lula.
Mas o Lula também atrai o eleitorado da Samara Martins, do Augusto Cury e parte do eleitorado, inclusive, por exemplo, dos ex-governadores Caiado e Zema”, afirmou.
Lula x Flávio: surpresas e reviravoltas da corrida eleitoral Continua após a publicidade Por que eleitores de Caiado podem votar em Lula? Para Tokarski, tratar os eleitores de uma candidatura como um grupo uniforme pode levar a conclusões equivocadas.
“O eleitorado brasileiro é muito heterogêneo”, afirmou.
Como exemplo, ele citou diferenças de comportamento entre mulheres evangélicas de diferentes regiões do país.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.