Estudiantes engoliu o Corinthians de Diniz, fraco até em casa em 2026
A vitória do Estudiantes em Itaquera foi justa porque o time argentino soube se impor, especialmente no segundo tempo. O Corinthians fechou a série de partidas ruins do "trio de ferro": eliminação do São Paulo na Sul-Americana diante do Boca Juniors, pífia exibição do Palmeiras contra a LDU — apesar da classificação na Libertadores — e agora a queda dos alvinegros, depois do triunfo do time de La Plata na Neo Química Arena.
Empate na ida, casa cheia e a velha dificuldade corintiana em marcar gols. Quase 90 minutos de posse sem propósito, raras finalizações no alvo e um meio-campo que circulava a bola sem furar a linha argentina. Castro fez 1 a 0 nos minutos finais. No agregado, 2 a 1. Foi consequência. O Estudiantes fez o que sabe fazer em mata-mata: fechar o corredor, controlar o jogo, esperar o erro. O goleiro Muslera quase não trabalhou.
Correa e companhia transformaram Itaquera num campo estreito. O Corinthians teve Garro, Depay, Kaio César e o barulho da Neo Química. Não teve último passe, não teve segunda bola na área, não teve o algo a mais que a Libertadores cobra de quem joga em casa precisando só de um gol. Quando a primeira boa finalização do visitante saiu, foi gol. Sem futebol e sem perspectivas aparentes, veio o pênalti de González Pírez, com o braço aberto.
Pênalti que Memphis Depay isolou. Não há como tratar o resultado como acidente. O Corinthians chega irregular no Brasileiro, perde até para o lanterna, tem mais derrotas do que vitórias em casa na Série A e perdeu mais uma. Desta vez, pagando caro. O Estudiantes de La Plata, quatro vezes campeão da Libertadores, será, mais uma vez, semifinalista — e possível adversário do Flamengo na semifinal, caso os rubro-negros confirmem a vaga nesta quinta-feira diante do Independiente del Valle.
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