NASA não vai mais "agradar" parceiros internacionais
Já estava bem claro que a atual gestão da NASA , durante o 2.º mandato do presidente Donald Trump, havia se tornado mais avessa a colaborar com outras agências espaciais, mas agora o órgão se posicionou oficialmente sobre essa questão: segundo o administrador Jared Isaacman, apenas parcerias que tragam vantagens aos Estados Unidos serão aceitas.
NASA, Trump, Academia Espacial e o que esperar do futuro NASA com pressa: Artemis III em 2027 e retorno à Lua em 2028 O objetivo é bem simples: propostas de trabalhos conjuntos têm que agradar à Casa Branca, no sentido de que garantam a hegemonia americana no Espaço, especialmente na Lua, onde Trump quer fincar sua bandeira antes que a China faça o mesmo.
NASA não vai fechar parcerias com agências que não oferecerem condições de vantagem aos EUA (Crédito: NASA) NASA cansou de ser babá Quando Isaacman apresentou o pacotão de mudança s impostas à NASA de cima para baixo, entre elas o cancelamento da base lunar Gateway em prol de uma improvável base lunar permanente, ele não estava de bom humor.
O administrador explicou que "bilhões de dólares gastos" com "um hardware que nunca foi lançado para fora da órbita terrestre" tiveram efeitos pouco desejáveis, como deixar de inspirar novas gerações ("menos crianças se fantasiando como astronautas no Halloween"), o que não agradava nem ele, nem Trump.
Desde que foi reinstaurado no cargo após ser chutado pela primeira vez, segundo fontes, por "falta de lealdade" ao presidente (leia-se, ele não era MAGA o bastante), Isaacman vem se comportando exatamente como se espera de um indicado político, tendo inclusive defendido o corte violento no orçamento que Trump vai, de novo, tentar impor à NASA, com os alvos preferenciais novamente sendo Ciências Terrestres e programas de incentivo a novas carreiras, e tudo o que remotamente seja entendido como DEI (Diversidade, Equidade e Inclusão).
O que não será afetado, é o desenvolvimento em ciência aeroespacial, especialmente tudo o que envolva missões na Lua e em Marte.
Trump e Isaacman querem astronautas no satélite até 2028 e para isso, o programa Artemis foi apressado; o administrador diz que a NASA não se pode dar ao luxo de primar pela segurança e burocracia, usando o mais óbvio espantalho: "se não corrermos, a China chegará primeiro e não podemos permitir isso".
O estabelecimento da Academia Espacial, para reforçar as fileiras especialmente da Força Espacial, já deixa clara qual a intenção de Trump: a hegemonia americana fora da Terra será garantida com boots on the ground , militares combatentes.
Como forma de garantir o suporte a esse plano, a agência espacial norte-americana terá que ser seletiva em projetos daqui por diante, o que inclui parcerias internacionais.
Recentemente, durante um evento próximo de Washington D.C.
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