Como usar a criptografia mais poderosa do Universo
Costumamos imaginar que criptografia avançada é algo que depende de gênios matemáticos e supercomputadores, mas isso não é necessariamente verdade.
Criptografia extremamente poderosa pode estar na mão do afegão médio, como eu e você.
A Máquina de Lorenz, a Super-Enigma Kickstarter pretende criar uma Máquina Enigma Foi mais ou menos assim. (Crédito: Krea2) Criptografia não depende de computadores.
Um dos exemplos mais antigos, a Cifra de César, era usado por Júlio César para trocar correspondência com seus generais e aliados, e é extremamente simples para os tempos modernos.
Basicamente, uma chave criptográfica, um número, avançava uma determinada quantidade de casas no alfabeto.
Assim: Digamos que a chave seja 4.
A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V W X Y Z E F G H I J K L M N O P Q R S T U V W X Y Z A B C D Note como o alfabeto foi rotacionado quatro posições para a direita.
Se a mensagem recebida for “TYXMIWXEQSVXS”, substituindo as letras correspondentes, temos: “PUTIN ESTA MORTO” Eu sei, não é nada de outro mundo, mas para alguém que viveu entre 100AC e 54AC, isso era alta tecnologia.
Criptografia foi usada desde então por comerciantes, políticos, gente importante, militares, criminosos e qualquer um com acesso a um bloco de notas e um pouco de matemática, mas o momento mais conhecido foi na Segunda Guerra Mundial.
O exemplo popular é a Enigma, a máquina criptográfica alemã que não era essa Coca-Cola toda.
Ela era baseada em um equipamento comercial usado por bancos, e a teoria por trás de seu funcionamento era amplamente conhecida, espiões e matemáticos poloneses contrabandearam para a Inglaterra documentos e até exemplares dos rotores usados na máquina.
Seu problema era que com muitas combinações, boa parte do trabalho de decifrar as mensagens exigia força bruta.
Hoje em dia, bem, há gente usando um Commodore 64 para quebrar códigos Enigma.
Com o tempo os matemáticos de Bletchley Park conseguiam decifrar mensagens da Enigma em algumas horas, era comum os ingleses lerem as mensagens antes dos destinatários, pois elas precisavam ser repassadas por vários postos de retransmissão, dependendo do destinatário.
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