'Foi ação legítima' e não teve 'nada fora do protocolo', diz secretário da Segurança de SP sobre abordagem com 45 tiros que matou jovem
'Foi uma ação legítima dos policiais', diz secretário da Segurança Pública sobre abordagem com 45 tiros que matou jovem O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves, afirmou nesta terça-feira (13) que considera legítima a ação dos policiais militares que dispararam pelo menos 45 tiros durante uma abordagem que terminou com a morte do jovem Gustavo Munis, em Moema, Zona Sul da capital paulista.
Segundo o secretário, a conduta dos agentes "não está nada fora do protocolo", será investigada e ainda não é possível afirmar se houve excesso.
“Foi uma ação legítima dos policiais”, declarou Nico Gonçalves ao comentar o caso.
Ele disse que os PMs foram acionados para atender uma ocorrência de uma pessoa que ameaçava se suicidar e que, durante a abordagem, o jovem teria corrido e apontado uma arma na direção dos agentes.
Questionado se a quantidade de disparos poderia caracterizar excesso policial, o secretário afirmou que é necessário aguardar os resultados das perícias.
“Eu não tenho o laudo ainda para ver quantos tiros pegaram nele.
Não tem laudo, não podemos afirmar isso.
Isso vai ser apurado em um inquérito da Polícia Civil.
O inquérito da Polícia Militar também vai ser feito”, disse.
LEIA TAMBÉM: Jovem morto pela PM com 27 tiros em Moema já havia sido agredido por policiais em outras abordagens, diz advogada Osvaldo Nico Gonçalves, secretário de Segurança Pública, falou sobre os casos de abordagem que terminaram em execução pela Polícia Militar de São Paulo Reprodução/TV Globo Segundo Nico, as cápsulas recolhidas no local indicam que houve pelo menos 45 disparos.
A investigação deverá esclarecer a dinâmica da ocorrência, a atuação dos policiais e se houve excesso no uso da força.
O secretário afirmou que os policiais não sabiam quem era Gustavo antes de chegarem ao local.
De acordo com ele, a equipe foi acionada após um chamado de uma pessoa que dizia querer se suicidar naquela região.
“A polícia foi para ajudar”, afirmou o secretário.
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