Ibovespa chegou a cair 17%, mas B3 não parou de novo; entenda o que aconteceu
Ibovespa chegou a cair 17%, mas B3 não parou de novo; entenda o que aconteceu O circuit breaker voltou a interromper as negociações da Bolsa brasileira nesta segunda-feira (26), mas uma particularidade chamou a atenção dos investidores: mesmo depois de o Ibovespa ultrapassar uma queda de 15%, a B3 não acionou o mecanismo pela segunda vez.
A explicação está nas condições identificadas antes da abertura do pregão, quando o índice já indicava uma desvalorização teórica superior a 20%.
A Bolsa esclareceu que decidiu antecipar a primeira interrupção diante da intensidade do movimento observado no leilão de abertura.
Após a retomada, um novo acionamento ocorreria caso o Ibovespa atingisse queda de 20% em relação ao fechamento de sexta-feira (23).
O índice chegou a recuar 17,34%, aos 169.516,43 pontos, mas reduziu parte das perdas ao longo da tarde.
No fechamento, registrou queda de 13,88%, aos 176.608,23 pontos, com volume financeiro de R$ 76,9 bilhões.
Por que a B3 não acionou o segundo circuit breaker ? Pelas regras habituais da Bolsa, o mecanismo funciona em três estágios.
O primeiro ocorre quando o Ibovespa cai 10%, interrompendo as negociações por 30 minutos.
Depois da reabertura, uma desvalorização de 15% leva a uma segunda suspensão, desta vez por uma hora.
Se o índice alcançar queda de 20% após as interrupções anteriores, a B3 pode determinar uma nova paralisação, com duração comunicada ao mercado.
Nesta segunda-feira, entretanto, a situação começou antes mesmo das negociações regulares.
Durante o leilão de abertura, a formação dos preços das ações já indicava que o Ibovespa poderia registrar perdas superiores a 20%.
Diante desse cenário, a Bolsa decidiu anunciar antecipadamente o acionamento do circuit breaker, buscando proteger os participantes e preservar a integridade das negociações.
A B3 também havia divulgado orientações específicas para a abertura do pregão.
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