Médico cobra R$ 482 mil de herdeiro do Grupo Dakila por investimento frustrado
Um médico entrou na Justiça para cobrar R$ 482,4 mil de Alan Fernandes de Oliveira, filho de Urandir Fernandes de Oliveira, conhecido por liderar o Grupo Dakila, após um investimento de R$ 756 mil que não teria sido devolvido conforme o combinado.
A aplicação, realizada em março de 2024, previa rendimento de 6% ao mês e tinha como garantia três terrenos no Cinturão de Zigurats, empreendimento localizado em Corguinho, a cerca de 100 quilômetros de Campo Grande.
A ação tramita na 13ª Vara Cível de Campo Grande e também tem como réus Gabriela Pache Silva e a empresa Florim Serviços Financeiros Ltda., com sede na Capital, apontada como responsável pelo recebimento dos recursos.
O médico Renato Augusto Basso Alves afirma que recebeu parte dos valores prometidos, mas os pagamentos foram interrompidos em outubro de 2024.
Desde então, segundo ele, não conseguiu recuperar o restante do dinheiro.
Conforme a petição, a proposta de investimento foi apresentada no início de 2024, por intermédio de uma pessoa ligada à comunidade Dakila, da qual o médico participava.
O autor relata que a relação de confiança com o grupo e o fato de a negociação envolver o filho de Urandir Fernandes, foram determinantes para que aceitasse a oferta.
Para reunir o dinheiro, Renato afirma ter vendido um imóvel em São Pedro, no interior de São Paulo, por R$ 850 mil.
Parte dos recursos obtidos com a venda foi destinada diretamente à Florim, por meio de depósitos e transferências bancárias realizados em março de 2024.
Os documentos apresentados à Justiça indicam três operações: um depósito em cheque de R$ 256 mil, em 12 de março, e duas movimentações em 15 de março, nos valores de R$ 130 mil e R$ 370 mil.
Juntas, somam os R$ 756 mil que o médico afirma ter investido.
Pelo acordo apresentado na ação, a aplicação teria duração de 18 meses, com pagamentos mensais de R$ 45.360,00, correspondentes ao rendimento prometido de 6%.
Ao final do período, o capital investido deveria ser devolvido.
Considerando os rendimentos previstos e a restituição do valor inicial, o médico esperava receber R$ 1,57 milhão.
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