Neymar no sintético? Preparador físico comenta risco de lesões antes de Palmeiras x Santos
O duelo entre Palmeiras e Santos, pelas quartas de final da Copa do Brasil, reacendeu o debate sobre o gramado sintético.
Principal estrela do Peixe, Neymar tem presença incerta no jogo de ida, que será realizado no Allianz Parque.
O meia-atacante já manifestou diversas vezes sua insatisfação com a grama artificial.
A principal polêmica envolve o risco de lesões.
A Gazeta Esportiva conversou com o coordenador de performance Walmir Cruz, que afirmou não haver evidências de que esse tipo de piso provoque mais contusões do que o gramado natural.
Segundo ele, a principal diferença está no perfil das lesões.
“Os estudos sobre gramado sintético no futebol são relativamente recentes, começaram há cerca de dez anos.
O que se observou é que não há uma incidência muito maior de lesões em comparação ao gramado natural.
O que acontece é que os tipos de lesão costumam ser diferentes em cada superfície.
No gramado artificial, ou sintético, aparecem mais lesões ligamentares, problemas de tornozelo e lesões de LCA.
Já no gramado natural, a incidência maior está relacionada às lesões musculares”, disse.
“O que pode agravar um pouco a situação é quando o atleta já tem algum problema articular, como desgaste de cartilagem, lesões no joelho ou histórico de entorses de tornozelo.
Nesses casos, o gramado sintético pode representar um fator mais prejudicial”, completou.
Walmir Cruz passou pelo Santos em 2021 (Foto: Ivan Storti/Santos FC) Walmir, que soma passagens por Palmeiras, Santos e Corinthians, ainda destacou a evolução dos gramados sintéticos como um fator que contribuiu para reduzir os riscos de lesão.
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