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Auditoria do TCU aponta risco de colapso em ponte e atraso em obras de ferrovia na Bahia

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Auditoria do TCU aponta risco de colapso em ponte e atraso em obras de ferrovia na Bahia

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Iniciadas há 15 anos no sertão da Bahia, as obras da Fiol (Ferrovia de Integração Oeste-Leste) ainda estão longe de serem concluídas e passaram a incluir trechos em situação crítica, como uma ponte com risco iminente de colapso.

A Folha teve acesso a detalhes de uma auditoria que acaba de ser realizada na região pelo TCU (Tribunal de Contas da União). Em uma vistoria feita em 17 de junho pela área especializada em infraestrutura ferroviária, os auditores encontraram problemas graves na fundação de uma ponte sobre o riacho Desvio de Pedras, no município de São Félix do Coribe, oeste baiano.

A ponte integra o trecho da ferrovia que liga os municípios de Caetité e Barreiras. Segundo o relatório, a obra apresenta "risco concreto, atual e crescente de comprometimento estrutural", com potencial de resultar em "colapso parcial ou total da estrutura".

Segundo o relatório do TCU, o projeto da ponte foi reduzido de 74,6 para 35 metros, corte superior a 50%.

Segundo a auditoria, a solução original permitiria atravessar o riacho deixando as cabeceiras da ponte em terreno firme e estável, mais afastadas do leito. Com a ponte menor, parte desse espaço passou a ser ocupada por aterro, fazendo com que as cabeceiras ficassem muito mais próximas da água.

O relatório preliminar do TCU afirma que a mudança foi aprovada com ressalvas, sem vistoria de campo, justificativa técnica suficiente ou medidas de estabilização.

Os auditores encontraram uma fenda no solo junto à base da estrutura de concreto. A rachadura acompanha a fundação e, segundo os técnicos, não é superficial.

Para os auditores, trata-se da "evidência mais crítica identificada" e um "sinal de alerta inequívoco" de que há erosão do solo, com possibilidade de evolução "de forma abrupta e irreversível", principalmente durante as cheias do riacho Desvio de Pedras.

Se os 74,6 metros originais tivessem sido mantidos, afirma a auditoria, isso reduziria o estrangulamento da calha e o risco de colapso dos taludes da obra.

A responsabilidade pela contratação e fiscalização das ações na Fiol é da estatal Infra SA , vinculada ao Ministério dos Transportes. As obras do trecho estão a cargo do Consórcio TT-Fiol, formado pelas empresas TCE Engenharia e pela Tiisa Infraestrutura e Investimentos.

Questionada pela Folha , a Infra SA afirmou que "as condições observadas no local correspondem a uma etapa intermediária e provisória do processo construtivo, não configurando o arranjo definitivo do empreendimento".

A movimentação observada no aterro de acesso à ponte, segundo a estatal, "não decorre de falhas estruturais, tratando-se de uma frente de serviço que se encontra em estágio de execução incompleta, que, obviamente, será sanada com a conclusão da obra".

A Infra SA disse, porém, que determinou à construtora "a adoção das providências para a correção do aterro até o final de agosto".

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.

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