Casares, o homem do charuto, “expulso” do São Paulo, quer eleger o filho “cachorreiro”
Júlio Casares faz campanha para seu filho, que defende animais, se tornar deputado estadual
Júlio Casares renunciou duas vezes no São Paulo: à presidência e depois ao corpo associativo. Renunciou para escapar da expulsão, após uma gestão em que usou o cartão corporativo do clube para seus refinados gosto pessoal, em restaurantes caros com a família, no Café que pertencia à namorada e mais de R$ 11 mil reais gastos em charutos. Também há comprovação de retiradas mensais no caixa, com valores acima de R$ 100 mil. Nada foi explicado.
Agora, com o Instagram, sua grande paixão nos tempos de glória, ele disparou, através de robôs, uma mensagem a muita gente. Diz que está voltando para a área de comunicação – já trabalhou na Record e SBT – e aproveita para pedir votos para o filho, que é candidato a deputado estadual. Não vou dizer o nome e nem o partido para não dar moral.
Casares cita a grande qualidade do filhão: “um jovem idealista que defende a causa animal desde os dez anos”. Só isso. O rapaz, de 27 anos, não fala nada sobre seres humanos, sobre atenção aos pobres, às mulheres, nada sobre meio-ambiente, nada de nada. Apenas vai defender os animais.
Como ele, existem muitas pessoas que se dedicam a resgatar animais de rua. São os “cachorreiros”. Mas, será este um motivo justo para se tornarem deputados? Enfim, são novos tempos. Meu voto é que não terá. Ainda mais, vindo de quem veio o pedido.
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