Brasil nomeia investigador para apuração sobre avião e helicóptero de Trump
O Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) informou ao UOL que designou um investigador do Centro para participar da investigação referente ao episódio em que o helicóptero que transportava o presidente dos EUA, Donald Trump, passou a pouco mais de 1 km de um avião comercial que havia decolado de um aeroporto de Washington.
Como o avião envolvido no incidente foi fabricado pela Embraer, uma empresa brasileira, o Cenipa representa o Brasil na apuração conduzida pelo NTSB (Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos EUA).
Investigador atuará na "qualidade de Representante Acreditado do Brasil", segundo a FAB. Ou seja, um especialista designado oficialmente pelo Estado brasileiro para atuar em uma apuração de ocorrência aeronáutica conduzida por outro país. O Cenipa é órgão brasileiro responsável pela investigação de acidentes aeronáuticos ocorridos no Brasil.
De acordo com o órgão, a designação está em conformidade com os protocolos internacionais. Não foi detalhado quais funções o investigador desempenhará na apuração. "A atuação do CENIPA reflete o compromisso do Brasil com a cooperação internacional e com a promoção da segurança da aviação, em benefício de toda a sociedade."
FAB confirmou que foi notificado pelo NTSB , responsável pela investigação de acidentes aeronáuticos em território norte-americano, no último domingo (23). O órgão brasileiro ressaltou que o evento envolvia a aproximação de aeronaves, sendo uma de fabricação da brasileira Embraer e um helicóptero presidencial.
Órgão também explicou que o país em que ocorreu o evento aeronáutico é o responsável pela investigação do episódio. Eles explicaram que isso segue os protocolos estabelecidos no Anexo 13 da Convenção sobre Aviação Civil Internacional (Convenção de Chicago de 1944, na qual Brasil e EUA são signatários —ou seja, concordaram em participar.
NTSB notificou o Cenipa. O relatório preliminar da apuração, obtido pelo UOL , foi divulgado pelo NTSB. No dia 4 de agosto, por volta das 14h34 (horário local), o helicóptero Marine One e um avião comercial modelo Embraer E-170, operado pela Envoy Air (subsidiária da American Airlines), ficaram mais próximos do que permitem as normas de segurança enquanto estavam a cerca de três quilômetros ao norte do aeroporto de Washington. Não houve feridos e ambos chegaram ao destino sem dificuldades.
Incidente ocorreu ainda quando o avião comercial estava iniciando a decolagem. O trabalho investigativo também é realizado pela FAA (Administração Federal de Aviação dos EUA), Departamento de Marinha e a Envoy Air.
Cenipa foi notificado, seguindo o Anexo 13 da Convenção sobre Aviação Civil Internacional. A convenção estabelece as normas e práticas internacionais recomendadas para investigação de acidentes e incidentes de aviação. No documento, o NTSB aponta que o Cenipa representa o "Estado de Projeto do avião Embraer E-170", ou seja, o país responsável pelo projeto e desenvolvimento da aeronave.
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