Diageo cria selo antifraude com IA para combater bebidas adulteradas no Brasil
Uma garrafa de uísque, gim ou vodca pode parecer original por fora e esconder uma bebida adulterada por dentro.
Um ano depois da crise do metanol que abalou o mercado de bebidas em São Paulo, deixando um rastro de mortes, a indústria de destilados lança uma tecnologia que permite ao consumidor conferir a autenticidade do produto pelo celular.
A ideia é apontar a câmera do celular para o Selo Drink Seguro Diageo, adicionado perto das tampas das garrafas, ao lado do selo de IPI.
Não é preciso instalar aplicativo.
O celular direciona o consumidor para uma plataforma, onde uma inteligência artificial analisa a chamada “impressão digital” do selo.
Cada unidade tem uma identificação própria, com mais de 27 trilhões de combinações possíveis.
Leia também: Crise do metanol: Falsificação de bebidas destiladas aumentou 25% em 1 ano Se estiver tudo certo, o celular vai mostrar na tela a mensagem “selo validado com sucesso”.
Se a identificação não for reconhecida, a orientação é não consumir a bebida.
O consumidor pode informar os dados da garrafa à companhia, que poderá repassá-los às autoridades.
“A confiança voltou ao normal, ao que era antes do metanol, mas existe um compromisso permanente de segurança para que o episódio nunca volte a acontecer”, afirma Paula Lindenberg, presidente da Diageo Brasil.
O selo começou a chegar ao mercado em fevereiro e está sendo aplicado a garrafas de destilados, como uísques, gins, vodcas, tequila, rum e licor.
Como ainda existe estoque produzido antes da adoção da tecnologia, este é um período de transição.
Nas prateleiras dos supermercados, ainda existem garrafas com e sem o selo.
A expectativa é que até o fim do ano todas as garrafas estejam identificadas com o selo.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.