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Miami fica mais cara que Nova York e enfrenta um novo problema: trabalhadores estão indo embora

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Miami fica mais cara que Nova York e enfrenta um novo problema: trabalhadores estão indo embora

Durante a pandemia, Miami virou um dos principais destinos de americanos que queriam deixar cidades caras como Nova York e San Francisco. Trabalho remoto, clima quente, ausência de imposto estadual sobre a renda e imóveis que ainda pareciam baratos em comparação com os grandes centros do país ajudaram a impulsionar uma onda de migração para a Flórida.

Em 2024, pela primeira vez, o custo de vida da região metropolitana de Miami, que inclui Fort Lauderdale e West Palm Beach, ultrapassou o de Nova York. O índice do Bureau of Economic Analysis, que compara os preços de bens e serviços entre diferentes regiões, ficou em 114,2 em Miami, contra 112,6 em Nova York. Na média dos Estados Unidos, o índice é 100.

A diferença é pequena, mas representa uma mudança importante para uma cidade cuja principal vantagem durante anos foi justamente ser uma alternativa mais barata aos grandes centros americanos.

O movimento migratório mostra que essa vantagem diminuiu. Entre julho de 2024 e junho de 2025, a região metropolitana de Miami registrou saldo negativo de cerca de 114 mil pessoas na migração interna, o pior resultado entre as grandes regiões metropolitanas americanas. A tendência representa uma inversão em relação aos primeiros anos da pandemia, quando Miami estava entre os principais destinos de americanos que deixavam outras regiões do país.

Isso não significa que Miami esteja esvaziando. A região continua recebendo imigrantes de outros países, e a migração internacional ainda ajuda a sustentar sua população. Miami-Dade, por exemplo, permanece entre os condados americanos que mais recebem novos moradores vindos do exterior.

O aluguel de um apartamento de um quarto em Miami-Dade passou de US$ 1.095 em 2019 para US$ 1.482 em 2026, segundo dados compilados pelo Shimberg Center for Housing Studies, da Universidade da Flórida.

Na cidade de Miami, o aluguel bruto mediano já era de US$ 1.758 entre 2020 e 2024, enquanto o valor mediano de um imóvel ocupado pelo proprietário chegava a US$ 518 mil.

O aumento dos preços foi acelerado pelo forte crescimento da demanda durante a pandemia. A chegada de famílias de alta renda, investidores e compradores estrangeiros pressionou um mercado em que a oferta de imóveis acessíveis não cresceu na mesma velocidade.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.

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