Trump diz que Estreito de Hormuz será 'novo território' dos EUA
O presidente Donald Trump publicou na Truth Social uma imagem do Estreito de Hormuz com a legenda " NOVO Território dos Estados Unidos ", reforçando uma ideia que já vinha adiantando desde a semana passada. Segundo ele, o controle americano sobre a via marítima — usada para o transporte de petróleo e gás do Golfo Pérsico — seria resultado da derrota militar do Irã.
Não há, porém, indicação de como Washington pretende transformar a retórica em fato: uma ocupação militar do estreito é vista como pouco viável, já que os arsenais americanos foram reduzidos após meses de combates. O prazo de 60 dias que EUA e Irã haviam se dado, em junho, para negociar o fim da guerra expirou nesta segunda-feira sem acordo.
Autoridades de defesa dos EUA avaliam diminuir o contingente militar na região, atualmente de cerca de 40 mil soldados distribuídos por quase 20 bases entre a Jordânia e Omã, segundo o Washington Post . As instalações no Golfo Pérsico foram bastante danificadas por ataques iranianos ao longo do conflito, e o Pentágono já sinaliza que pode não reconstruí-las como eram antes. A discussão ainda é preliminar e reflete uma disputa interna no governo americano entre quem defende manter a presença militar no Oriente Médio e quem prefere concentrar recursos para conter a China.
Os rendimentos dos títulos públicos de 30 anos dos EUA bateram 5,3% nesta terça-feira, o maior nível desde 2007 . Movimento parecido ocorreu no Japão, na Alemanha e na França, todos em máximas de anos ou décadas. Investidores citam três fatores combinados: a guerra no Irã, que pressiona os preços do petróleo; o crescimento da dívida pública americana, perto de US$ 40 trilhões; e o volume recorde de empréstimos tomados por empresas de tecnologia para financiar a expansão de data centers de inteligência artificial, o que estaria disputando espaço com os títulos do governo pela demanda dos investidores. A alta nos juros de longo prazo encarece hipotecas e crédito em geral — um problema político para Trump, que prometeu reduzir esses custos.
Começou nesta terça-feira, na Califórnia, o julgamento de uma ação movida por procuradores de 29 estados americanos contra a Meta, dona do Instagram e do Facebook. A acusação é de que a empresa sabia — e escondeu do público — que seus produtos eram projetados para viciar adolescentes, prejudicando a saúde mental deles .
Documentos internos citados pelos procuradores incluem frases atribuídas à própria empresa, como a de que "os adolescentes estão viciados independentemente de como isso os faz sentir". A Meta nega as acusações e diz que os trechos foram tirados de contexto. Se condenada, a empresa pode ter que pagar até US$ 200 bilhões — valor equivalente à sua receita anual de 2025.
A embaixada russa em Londres acusou o Reino Unido de "escalar deliberadamente" o conflito na Ucrânia , depois que ficou confirmado que drones fabricados por empresas britânicas foram usados em ataques recentes dentro da Rússia. O premiê britânico Andy Burnham respondeu que o país continuará apoiando a Ucrânia "100%".
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