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Tarifaço: entre a cautela e o otimismo, empresários aguardam nova conversa entre Brasil e EUA

A Gazeta (ES) ·
Tarifaço: entre a cautela e o otimismo, empresários aguardam nova conversa entre Brasil e EUA

O setor de rochas é um dos mais afetados pelas tarifas impostas pelo governo dos Estados Unidos em cima de produtos exportados pelo Brasil.

Mármores e granitos estão pagando algo próximo a 40% para entrar no maior mercado do mundo.

As negociações seguem em andamento e, na próxima semana, muito provavelmente entre 30 de setembro e 1º de outubro , está programado um encontro importante entre membros do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e o Escritório de Comércio norte-americano.

Não se espera nenhum acordo neste encontro, mas uma aproximação.

"O que esperamos é uma reunião com mais técnica e menos política envolvida.

Vemos de maneira positiva a ida da comitiva oficial do governo brasileiro para Washington, é relevante, mas precisa haver pragmatismo na negociação.

Existe uma pressão por parte da indústria da construção dos Estados Unidos, que emprega muita gente e tem muita influência por lá, para que as tarifas em cima das pedras brasileiras sejam cortadas, afinal, o custo da construção subiu.

Isso significa dizer que o preço das casas também está pressionado, o que impacta a vida de milhões de compradores.

Não faz muito sentido o que está havendo, mas é preciso sentar, entender os aspectos envolvidos e negociar", explicou Fábio Cruz, vice-presidente do Centrorochas, entidade que representa os exportadores brasileiros.

Os brasileiros não acreditam em qualquer avanço antes das eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, marcadas para 3 de novembro.

Os norte-americanos vão eleger novos deputados e senadores e as pesquisas indicam uma baixa aprovação do governo de Donald Trump, que é Republicano.

A expectativa é de uma vitória do partido Democrata, com a possibilidade de assumirem a maioria na Câmara e no Senado.

Uma eventual derrota de Trump pode facilitar as negociações em cima das tarifas.

Um Congresso oposicionista tende a colocar pressão sobre questões como o aumento do custo da moradia, por exemplo.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.agazeta.com.br — o conteúdo pertence a A Gazeta (ES).

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