União Europeia restringirá redes sociais e chatbots para menores de 15 anos
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A União Europeia deverá proibir que menores de 15 anos usem redes sociais, determinadas plataformas de jogos e chatbots de IA ( inteligência artificial ) sem supervisão dos pais, como parte de uma iniciativa mais ampla para protegê-los no ambiente online.
"Nada de redes sociais para menores de 13 anos. Nada de conta pessoal para menores de 15", afirmou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen , em um discurso nesta quarta-feira (16). "A Europa tem o poder de agir. Somos nós que decidimos as regras, não as gigantes de tecnologia ."
Os detalhes das medidas serão divulgados nesta quinta-feira (17), na chamada Lei das Crianças, em resposta à pressão política de vários países da UE. Países como França e Grécia há muito pressionam Bruxelas a impor restrições ao acesso de crianças às redes sociais.
Em um discurso abrangente que expôs as várias ameaças à UE, von der Leyen descreveu a IA como "o segundo ponto de inflexão da nossa era" —ao lado das mudanças climáticas— e afirmou que a humanidade só poderia "destravar as possibilidades da IA" se os riscos fossem "enfrentados".
"Os modelos [de IA] em desenvolvimento permitirão ataques hackers em um nível que nunca imaginamos ser possível. E em breve estarão nas mãos de adversários que veem o mundo de maneira muito diferente da nossa", disse.
Ela propôs que Bruxelas "una forças" com países como Canadá e Reino Unido "na avaliação e verificação de modelos, em sistemas de alerta precoce, na segurança da IA e em muito mais".
Segundo uma minuta da proposta de restrições às redes sociais à qual o FT teve acesso, menores de 13 anos só poderão acessar esses serviços com a supervisão dos pais. Crianças e adolescentes entre 13 e 15 anos só poderão criar contas com controle parental e determinadas restrições, como limites de tempo.
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"Não precisamos aceitar que crianças sejam atraídas para conteúdos cada vez mais extremistas ", afirmou von der Leyen no discurso de quarta-feira. "Não precisamos aceitar que meninas tenham suas fotos usadas em imagens sexualizadas geradas por IA.
"Estamos invertendo o ônus da prova. As plataformas terão de provar que são seguras. Porque a questão não é o acesso dos nossos menores às redes sociais, mas quando e como permitimos que as redes sociais tenham acesso aos nossos menores", acrescentou.
Empresas de redes sociais, serviços de jogos online e chatbots de IA terão de adotar salvaguardas para coibir abusos e comportamentos viciantes. Serviços de companhia virtual e chatbots de IA também terão de evitar designs que incentivem crianças a criar vínculos emocionais prejudiciais ou que as exponham a interações nocivas.
As empresas serão obrigadas a verificar a idade dos usuários por meio de um aplicativo oficial de verificação.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha de S.Paulo.