Snowflake processa 300 bilhões de transações mensais da Celcoin
Durante a Febraban Tech 2026, um dos cases apresentados foi a parceria que a Celcoin fechou com a Snowflake, para sustentar o processamento de mais de 300 bilhões de transações mensais em seu ecossistema de banking, crédito e pagamentos, reduzindo a milissegundos o intervalo entre a geração de um dado e sua disponibilidade para análise.
A empresa opera há dez anos um porfólio de serviços financeiros e adota a Snowflake como base de seu data lake desde o início de 2026.
“A premissa do projeto com a Snowflake era termos dados quase em tempo real.
Hoje a gente opera bilhões de dados, todos os dados transacionais da Celcoin, mais de 300 bilhões de transações mensalmente, com todos os sistemas internos acoplados nesse data lake”, afirma Adriano Meirinho , cofundador da Celcoin .
Segundo ele, uma transação que acontece no mercado já fica disponível imediatamente para consulta pelo back office da empresa.
A plataforma também é apresentada como uma solução para consolidar dados espalhados por diferentes sistemas herdados de aquisições feitas pela Celcoin ao longo dos anos, eliminando silos internos.
“A gente sempre se preocupa com três grandes aspectos: a velocidade, o go to market, que tem muito a ver com o desempenho da plataforma, mas também com a maturidade do cliente e toda a parte de governança e segurança”, diz Guilherme Kanagusku, diretor de clientes e expansão da Snowflake no Brasil.
Governança sob regulação do Banco Central e da LGPD Por operar em um setor altamente regulado, a Celcoin estruturou perfis de acesso granulares dentro da plataforma.
“Hoje a gente tem perfis de acesso com roles específicas: cada grupo de usuários, por departamento e por cargo, acessa determinados dados, determinadas colunas.
Os dados são mascarados por conta da regulação do Banco Central e da LGPD “, explica Meirinho.
Leia também: Bancos brasileiros devem investir R$ 50,4 bilhões em tecnologia em 2026, aponta Febraban A camada de inteligência artificial nativa da Snowflake também elimina a dependência de um DBA para consultas pontuais.
“Hoje, com o perímetro de acesso dentro da Snowflake, cada equipe ou cada pessoa consegue criar seu próprio data warehouse sozinha, sem depender de entrar numa fila de pedidos”, diz o executivo.
Segundo ele, um analista de risco consegue hoje perguntar em linguagem natural, sem saber SQL, e obter a resposta na hora.
Próximo passo com produtos de IA para clientes finais Com a base de dados consolidada, Celcoin e Snowflake avançam para uma segunda fase, voltada a produtos de inteligência artificial oferecidos diretamente aos clientes da fintech.
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