‘Um trimestre mais fraco’: O que esperar dos balanços do 3T26, segundo a XP
Algumas empresas listadas na bolsa de valores já começaram a divulgar seus resultados do terceiro trimestre de 2026 .
A temporada de balanços , no entanto, ganha tração a partir da próxima semana.
Para a XP Investimentos , o 3T26 deve ser fraco para as companhias brasileiras.
Entre as cerca de 140 empresas cobertas pela corretora, a expectativa é de crescimento de 7,2% da receita e de 12% do EBITDA na comparação anual, enquanto o lucro líquido deve ficar praticamente estável, com alta de 0,5%.
Os números representam uma desaceleração em relação ao segundo trimestre de 2026 (2T26), quando as companhias registraram crescimento de 11,7% na receita, 22,5% no EBITDA e 22,2% no lucro líquido.
Os destaques positivos do 3T26 Por setor, a XP vê Óleo, Gás e Petroquímicos como o principal destaque positivo da temporada.
A instituição projeta crescimento de 46,6% no EBITDA na comparação anual, impulsionado pela alta do preço do petróleo.
Na visão dos analistas, a Prio (PRIO3) está bem posicionada para capturar o preço do petróleo elevado no curto prazo.
Ainda, a expectativa é que Petrobras (PETR4) entregue um resultado “sólido” mas com queda do EBITDA.
Já o setor de Saúde deve manter desempenho sólido, com avanço esperado de 8,5% no EBITDA.
O movimento deve ser beneficiado pela melhora operacional das operadoras de planos de saúde, pelo crescimento dos serviços de diagnóstico e por tíquetes médios mais elevados nos hospitais.
No segmento, a corretora destaca a melhora contínua da sinistralidade da SulAmérica , que deve seguir sustentando os resultados da Rede D’Or (RDOR3) , além da evolução operacional da Bradesco Saúde (SAUD3) .
Entre as empresas de diagnósticos, Fleury (FLRY3) e Dasa (DDASA3) devem apresentar avanço de receita e rentabilidade.
Mineração e Varejo devem pressionar os balanços Na ponta negativa, a XP espera que Mineração e Siderurgia registre queda de 20,9% no EBITDA, pressionada por custos elevados e preços mais fracos do minério de ferro, embora a Gerdau (GGB3) deva contrariar a tendência e ser o principal destaque do segmento no trimestre.
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