B3 lucra R$ 1,38 bi no 2º trimestre com impulso de venda da Dimensa
A B3, operadora de infraestrutura de mercado financeiro, lucrou R$ 1,38 bilhão no segundo trimestre de 2026, alta de 8% em um ano, segundo seu balanço, que também confirmou a venda de sua participação de 37,5% na Dimensa, empresa de tecnologia que desenvolve softwares para o mercado financeiro . Este resultado exclui eventos extraordinários do trimestre.
A venda da participação na Dimensa gerou efeito positivo não recorrente de R$ 123,9 milhões. A B3 vendeu a totalidade da participação por R$ 665,0 milhões. Com os efeitos não recorrentes, o lucro foi de R$ 1,70 bilhão.
Receita líquida somou R$ 2,77 bilhões, alta de 8,8% em um ano. A companhia atribuiu o avanço à expansão em todos os segmentos. As receitas pró-cíclicas cresceram 7,9%, enquanto as recorrentes avançaram 17,3%.
Despesas totais chegaram a R$ 975,6 milhões, alta de 15,5% em um ano. Segundo a B3, a variação refletiu efeitos não recorrentes ligados a mudanças na Diretoria Executiva e despesas vinculadas ao faturamento, afetadas pelo novo modelo de cobrança do Sistema Nacional de Gravames (SNG).
Ebitda recorrente (indicador que mede a geração de caixa) alcançou R$ 1,94 bilhão, alta de 13,0% em um ano. A margem ajustada ficou em 70,2%, ante 69,7% no segundo trimestre de 2025. O indicador excluiu despesas extraordinárias associadas a mudanças na Diretoria Executiva, outras despesas não recorrentes e reversões de provisões e outras receitas não recorrentes.
Endividamento bruto totalizou R$ 14,93 bilhões ao fim do trimestre. O valor ficou 0,1% abaixo dos R$ 14,94 bilhões registrados em 31 de dezembro de 2025. A relação entre o endividamento bruto e o Ebitda recorrente dos últimos 12 meses foi de 2,0 vezes.
Investimentos, capex (indicador de investimento da empresa), somaram R$ 55,3 milhões no trimestre. Os recursos foram destinados à expansão de capacidade, segurança e desenvolvimento de produtos e funcionalidades, como co-location, nova infraestrutura da depositária, Trademate, plataformas de balcão e duplicatas escriturais. No acumulado de 2026, o capex foi de R$ 112,0 milhões.
Os administradores destacaram a combinação entre receitas pró-cíclicas e recorrentes.
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