Dólar vai a R$ 5,16 e Bolsa cai após JP Morgan rebaixar o Brasil no mercado
O dólar comercial fechou esta terça-feira (11) cotado a R$ 5,162, depois de passar a maior parte da manhã ao redor da estabilidade. Na Bolsa, o Ibovespa recuou mais de 2%. Após otimismo à ata do Copom e à inflação oficial do país em julho, a reação do mercado financeiro mudou com a divulgação de pesquisa eleitoral, do rebaixamento da recomendação de investimento no Brasil pela JP Morgan e da alta do petróleo.
Dólar acelera alta para maior cotação em mais de um mês. Depois de passar a maior parte da manhã ao redor de R$ 5,11, a moeda dos Estados Unidos passou a subir, chegando a ser cotada no comercial para venda R$ 5,172 às 12h42. Ao final do dia, encolheu 1,00%, cotado a R$ 5,162.
Ibovespa acelera viés de baixa O principal índice de ações da Bolsa do Brasil B3 passou a cair fortemente após as 11h. Faltando 20 minutos para o fim da sessão, o índice recuava 2,59%, aos 167.728 pontos, o menor patamar desde 19 de junho (168.333 pontos).
O índice já acumula cinco pregões consecutivos sem alta e continua pressionado pelo menor fluxo estrangeiro e pela abertura da curva de juros. Gabriel Mollo , analista de investimentos da Daycoval Corretora
A queda do Ibovespa hoje está diretamente ligada a três fatores. Um deles é a ata do Copom, divulgada pela manhã, sinalizando dependência de dados. O segundo é o IPCA, que veio levemente acima do esperado. E outro fator importante é a saída de capital estrangeiro da Bolsa. Somente entre quinta e sexta-feira da semana passada foram R$ 2 bilhões por dia. Felipe Cima, analista de Renda Variável da Manchester Investimentos
Investidores reagem ainda aos balanços de companhias com no Ibovespa. Além da BTG , que soltou dados antes da aberturados negócios hoje, mercados analisam números de Natura, JBS e Movida, que divulgaram dados ontem à noite.
Relatório de banco americano impacta humor de investidor. O JP Morgan rebaixou recomendação de investimento no Brasil para neutro , de compra, mencionando que o ciclo de flexibilização monetária está chegando ao fim, ao mesmo tempo que o crescimento econômico desacelera e o ciclo de crédito se deteriora.
Cenário político também entrou no radar com nova pesquisa eleitoral. Levantamento da CNT/MDA divulgada hoje mostrou o Presidente Lula (PT) ampliando a liderança nas intenções de voto para primeiro e segundo turnos contra Flávio Bolsonaro (PL).
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