Ibovespa sobe firme com impulso de eleições mais acirradas; dólar recua
O Ibovespa abriu em alta firme nesta quinta-feira (3), enquanto o dólar caía no início das negociações.
Os ativos brasileiros continuam o forte rali eleitoral, intensificado ontem pelo estreitamento da vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em relação ao senador Flávio Bolsonaro (PL).
Os investidores aguardam uma nova pesquisa do Datafolha sobre as intenções de voto para a presidência na eleição, que será divulgada hoje.
O Ibovespa avançava 1,28%, aos 187.571 pontos, às 10h10.
O dólar comercial caía 0,21%, a R$ 5,098.
Em Nova York, o Dow Jones futuro subia 0,56%, o S&P futuro ganhava 0,26% e o Nasdaq futuro avançava 0,08%.
O mercado vê na oposição a chance de mudanças na política fiscal.
Apesar da animação com a eleição ter promovido uma disparada nas cotações das ações brasileiras nos últimos dias, fontes que o jornal Valor ouviu avaliam que um cenário “50/50”, com 50% de chance de reeleição do petista e 50% de possibilidade de vitória do candidato do PL, ainda não está integralmente nos preços de tela.
A análise é que ainda não está embutido nos preços das ações um cenário "50/50" especialmente porque as pesquisas eleitorais ainda não captaram os efeitos dos novos desdobramentos do caso Master, com a divulgação de mensagens que relacionam o ex-banqueiro Daniel Vorcaro ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
Na avaliação majoritária do mercado, esses desdobramentos novos reforçam a fraqueza de Lula, mesmo sem uma relação tão direta.
Após as mensagens serem reveladas, as pressões de parlamentares da oposição pela abertura de um processo de impeachment contra o ministro do STF aumentaram.
Nesse ambiente, os investidores permanecem atentos aos futuros passos no STF.
No exterior, os indicadores futuros de ações americanas apresentam pouca variação nesta quinta-feira, com os mercado monitorando o preço do petróleo.
A cotação aumenta com o risco de uma escalada militar prolongada entre Estados Unidos e Irã, que reduziria o fornecimento da commodity.
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