Ibovespa sobe firme com impulso de eleições mais acirradas; dólar recua
O Ibovespa futuro abriu em alta nesta quinta-feira (3), enquanto o dólar abriu em baixa.
Os ativos continuam o forte rali antes da eleição, apoiado pelo estreitamento da vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em relação ao senador Flávio Bolsonaro (PL).
Os investidores aguardam uma nova pesquisa do Datafolha sobre as intenções de voto para a presidência na eleição, que será divulgada hoje.
O Ibovespa futuro avançava 0,64%, aos 192.990 pontos, às 9h O dólar comercial caía 0,51%, a R$ 5,0825, no mesmo horário O mercado vê na oposição a chance de mudanças na política fiscal.
Apesar da animação com a eleição ter promovido uma disparada nas cotações das ações brasileiras nos últimos dias, fontes que o jornal Valor ouviu avaliam que um cenário “50/50”, com 50% de chance de reeleição do petista e 50% de possibilidade de vitória do candidato do PL, ainda não está integralmente nos preços de tela.
A análise é que ainda não está embutido nos preços das ações um cenário "50/50" especialmente porque as pesquisas eleitorais ainda não captaram os efeitos dos novos desdobramentos do caso Master, com a divulgação de mensagens que relacionam o ex-banqueiro Daniel Vorcaro ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
Na avaliação majoritária do mercado, esses desdobramentos novos reforçam a fraqueza de Lula, mesmo sem uma relação tão direta.
Após as mensagens serem reveladas, as pressões de parlamentares da oposição pela abertura de um processo de impeachment contra o ministro do STF aumentaram.
Nesse ambiente, os investidores permanecem atentos aos futuros passos no STF.
No exterior, os indicadores futuros de ações americanas apresentam pouca variação nesta quinta-feira, com os mercado monitorando o preço do petróleo.
A cotação aumenta com o risco de uma escalada militar prolongada entre Estados Unidos e Irã, que reduziria o fornecimento da commodity.
Nos EUA, os estoques de petróleo tiveram a primeira redução desde o fim de julho.
Nesta quinta-feira, os investidores acompanham discursos de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) e dados da economia dos Estados Unidos, que podem rerforçar as apostas em alta de juros neste mês.
Contudo, o dado mais importante da semana será o da sexta-feira, o relatório “payroll”, com a geração de empregos nos Estados Unidos, a taxa de desemprego e os ganhos salariais.
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