China implanta chip cerebral que pode controlar celular pelo pensamento
Uma equipe médica chinesa implantou oito eletrodos ultraflexíveis no cérebro de uma paciente de 55 anos em um procedimento de interface cérebro-computador (ICC), tecnologia desenvolvida para transformar a intenção de realizar movimentos em comandos para dispositivos externos.
A cirurgia foi realizada no Hospital Tongji, afiliado à Universidade de Ciência e Tecnologia de Huazhong, na província de Hubei.
Segundo a China News Service (CNS), responsável pelas informações e pelas imagens divulgadas, esta foi a primeira implantação de uma interface cérebro-computador totalmente invasiva realizada na região central da China.
Os eletrodos foram implantados no córtex motor, região cerebral diretamente envolvida no planejamento e na execução dos movimentos. document.createElement('video'); https://admin.cnnbrasil.com.br/wp-content/uploads/sites/12/2026/08/WhatsApp-Video-2026-08-13-at-17.34.29.mp4 Cada um deles é dezenas de vezes mais fino do que um fio de cabelo humano e foi desenvolvido para captar, em milissegundos, a atividade dos neurônios associada à intenção de movimento da paciente.
Na prática, a proposta é criar uma espécie de ponte digital entre o cérebro e equipamentos externos.
Leia Mais Reviravolta na corrida de IA pode impulsionar Intel de volta ao topo Alunos do RJ criam maca comandada por voz e ganham prêmio de ciência Cirurgia inédita trata doença rara pela 1ª vez no Brasil; entenda Controlar dispositivos apenas com o pensamento A próxima etapa será conectar a paciente a um sistema externo capaz de interpretar os sinais captados pelos eletrodos.
A expectativa da equipe é que ela possa utilizar suas intenções de movimento para controlar cursores de computador, smartphones, cadeiras de rodas e outros dispositivos.
Isso é possível porque o sistema busca identificar e decodificar atividades cerebrais relacionadas a intenções específicas, como “alcançar” ou “andar”, e transformá-las em comandos que uma máquina consegue executar.
Uma equipe médica chinesa implantou oito eletrodos ultraflexíveis no cérebro de uma paciente de 55 anos em um procedimento de interface cérebro-computador (ICC) • CHINA NEWS SERVICE/Reuters Assim, uma intenção cerebral de movimentar um dedo, por exemplo, poderia futuramente ser interpretada pelo sistema e utilizada para comandar um aparelho, mesmo quando a pessoa não consegue executar fisicamente aquele movimento.
Segundo a CNS, o dispositivo implantado é o primeiro produto chinês de interface cérebro-computador de alto rendimento capaz de operar no nível de neurônios individuais e recebeu a designação de Dispositivo Médico Inovador pela Administração Nacional de Produtos Médicos do país.
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