PIB chinês aponta aumento no consumo de alimentos no 1º semestre
A coluna é assinada pelo jornalista Mauro Zafalon, formado em jornalismo e ciências sociais, com MBA em derivativos na USP
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A evolução do PIB (Produto Interno Bruto) da China está dentro de um crescimento esperado pelo governo. No primeiro semestre, aumentou 4,7%, em relação a igual período do ano passado.
A boa notícia é que, embora o consumo, de uma forma geral, tem sido um dos pontos fracos da economia chinesa, os gastos com alimentos estão com evolução bem acima do PIB médio.
Segundo dados do governo chinês, o consumo de grãos, óleo e outros produtos alimentícios cresceu 7,4% no primeiro semestre.
Isso reflete no Brasil, uma vez que o país é grande exportador de alimentos para os chineses. Além dos alimentos, o PIB está com boa evolução também nos setores de tabaco, bebidas e álcool.
Esses setores ficam com evolução menor, no entanto, do que a do setor de alta tecnologia, onde a evolução de alguns itens atingiu 48% no semestre. O governo divulgou também os dados da balança comercial , que mostra uma evolução constante dos gastos chineses com a importação de alimentos.
De janeiro a julho, os chineses gastaram US$ 131 bilhões nas importações desses produtos, 12% a mais do que em igual período do ano passado. Em 2020, esses gastos eram de US$ 96 bilhões.
A soja é um dos destaques nas compras externas chinesas, com as importações do país somando US$ 29,3 bilhões neste ano. O volume adquirido foi de 61,9 milhões de toneladas, e o Brasil teve grande participação no fornecimento da oleaginosa para o país asiático.
Nos cálculos dos chineses, 44,5 milhões de toneladas saíram do Brasil; os Estados Unidos forneceram 10,7 milhões; a Argentina, 4,2 milhões, e os outros mercados, 2,5 milhões.
Os dados do governo chinês não batem com os divulgados pela Secex (Secretaria de Comércio Exterior ), uma vez que os números brasileiros indicam a saída do produto dos portos do Brasil, e os dados chineses, a chegada em portos da China.
O percurso entre os dois países é superior a um mês. Os números brasileiros apontam que, de janeiro a julho, as exportações brasileiras de soja para os chineses já somam 57,7 milhões de toneladas.
No setor de carnes, a China reduziu as compras externas para 3,57 milhões de toneladas na soma das proteínas bovina, suína e de frango. Houve redução nas duas últimas, mas aumento na primeira.
As importações de carne bovina pelo país asiático, mesmo em um período de cotas impostas aos principais países parceiros, subiram para 1,8 milhão de toneladas, 14% acima do volume de janeiro a julho de 2025.
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