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Economia

Por dentro do Ring: o pregão em Londres que define o preço dos metais no grito

InfoMoney ·
Por dentro do Ring: o pregão em Londres que define o preço dos metais no grito

Viviane Kulczynski* LONDRES – É hora do almoço no coração financeiro de Londres, a City.

A fachada sóbria do número 10 da Finsbury Square esconde a movimentação frenética que está prestes a começar no térreo da London Metal Exchange (LME), a maior bolsa de minerais críticos do mundo.

De repente, a coreografia começa.

No Ring (anel, em inglês), sentados lado a lado em um círculo formado por quatro sofás de couro vermelho, traders começam a falar alto, repetem números de maneira cadenciada, gesticulam com precisão e disputam negócios em um dialeto que, para quem assiste da Galeria de Observação, no mezanino, parece impossível de decifrar.

Vozes se sobrepõem e olhares se cruzam em frações de segundo.

As mãos acompanham as ofertas.

E tudo acontece depressa.

Muito depressa.

Cada um dos metais – cobre, alumínio, níquel, chumbo, zinco e estanho – tem apenas cinco minutos de protagonismo, num ritual que dura exatos 30 minutos, sempre das 12h30 às 13h.

A arena guarda vestígios de uma outra era financeira.

Calculadoras, pilhas de papéis, lápis, caneta e uma profusão de telefones com fio – longos fios que se estendem das salas ao Ring – compõem o cenário.

Há quem trabalhe operando um aparelho em cada ouvido.

No dia em que o Radar Mineração acompanhou o pregão, entre mais de quatro dezenas de traders homens, havia apenas duas mulheres.

De salto alto e terninhos, mas de cabelos desalinhados, elas permaneciam à margem dos sofás, prestando suporte, sem ocupar os disputados assentos do Ring.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.

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