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Na contramão dos estrangeiros e institucionais, pessoa física compra Bolsa

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Na contramão dos estrangeiros e institucionais, pessoa física compra Bolsa

Pessoas físicas e clubes de investimento, grupos de pessoas que reúnem dinheiro para investir em conjunto, compraram R$ 6,19 bilhões líquidos em ações na segunda-feira (26), primeiro pregão após o segundo turno das eleições presidenciais. O movimento vai na contramão dos investidores estrangeiros e dos fundos brasileiros, que venderam praticamente o mesmo valor.

O resultado representa uma mudança no comportamento dos investidores ao longo da disputa eleitoral. Depois do primeiro turno, os estrangeiros lideraram as compras, enquanto pessoas físicas e investidores institucionais brasileiros, como fundos de investimento e de previdência, venderam ações. Na reta final da campanha, essa tendência começou a se inverter.

Entre 5 e 16 de outubro, os estrangeiros compraram R$ 18,4 bilhões líquidos. No mesmo período, os institucionais brasileiros venderam R$ 10,6 bilhões, enquanto pessoas físicas e clubes retiraram R$ 5,7 bilhões, segundo levantamento com dados da B3.

Na semana anterior ao segundo turno, de 19 a 23 de outubro, os estrangeiros passaram a vender, com saída líquida de R$ 4,81 bilhões. Já os institucionais compraram R$ 1,42 bilhão e as pessoas físicas e clubes, R$ 3,98 bilhões.

Após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), os estrangeiros continuaram vendendo, com saldo negativo de R$ 2,85 bilhões na segunda-feira. Os institucionais voltaram à ponta vendedora, em R$ 3,34 bilhões, enquanto os investidores individuais ampliaram as compras.

Para Enrico Cozzolino, CEO da Zermatt Partners, parte das pessoas físicas enxergou na queda da Bolsa uma oportunidade de comprar ações mais baratas. O executivo alerta, porém, para o risco de aumentar a exposição sem maior clareza sobre a política econômica.

"Sem um sinal concreto do governo, a pessoa física pode ficar sozinha segurando a bolsa", afirma.

José Faria Júnior, CEO da Wagner Investimentos, avalia que esses investidores aproveitaram a queda por entenderem que o cenário econômico não havia mudado na mesma proporção que os preços das ações.

Felipe Sant'Anna, analista da Axia Investing, acrescenta que recuos acentuados podem estimular tanto a montagem de novas carteiras quanto compras destinadas a reduzir o preço médio de ações que o investidor já possui.

Entre os institucionais, a mudança foi expressiva. O grupo havia comprado R$ 1,42 bilhão líquido na semana anterior ao segundo turno, mas vendeu R$ 3,34 bilhões na segunda-feira, valor superior à retirada dos estrangeiros no mesmo pregão.

Para Faria Júnior, a pressão vendedora pode continuar diante de pedidos de resgate dos cotistas de fundos de investimento. Nessas situações, os gestores podem precisar vender ações para devolver dinheiro aos clientes.

Entre os estrangeiros, as vendas tiveram início antes do resultado eleitoral.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.

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