Dark Horse: documentos analisados pela PF mostram pagamentos do Banco Master para o filme
Dark Horse: documentos analisados pela PF mostram pagamentos do Banco Master para o filme Jornal Nacional/Reprodução Documentos analisados pela Polícia Federal mostram como foram feitos os pagamentos do Banco Master para o filme Dark Horse, sobre a vida de Jair Bolsonaro.
O inquérito investiga se o senador e candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, e outros envolvidos cometeram os crimes de corrupção, evasão de divisas e lavagem de dinheiro no financiamento da produção.
O material faz parte dos inquéritos que tiveram o sigilo retirado pelo ministro André Mendonça. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia A Polícia Federal descobriu que, em dezembro de 2024, o senador Flávio Bolsonaro, do PL, se reuniu com Daniel Vorcaro e que a produção do filme foi um dos assuntos discutidos na ocasião.
Quem intermediou o encontro foi o empresário Thiago Miranda.
"Confirmei com o Flávio Bolsonaro.
Quarta, dia 11, às 17h30, aqui na sua casa de Brasília", escreveu Thiago para o banqueiro.
Na véspera, Thiago Miranda tinha encaminhado mensagem de Flávio Bolsonaro avisando que iria levar o deputado federal Mário Frias, do PL, para a reunião, por ser o idealizador do projeto.
Segundo a PF, no dia da reunião, o deputado Mário Frias mandou um áudio para Vorcaro agradecendo e disse: "Preciso, de vez em quando, te falar como as coisas vão andando, tá?" De acordo com o inquérito, pelo contexto do áudio, é possível afirmar que Daniel Vorcaro decidiu apoiar o projeto de Flávio Bolsonaro.
Uma semana mais tarde, Thiago Miranda encaminhou a Daniel Vorcaro o arquivo “Acordo-Financiamento-da-producao”.
De acordo com a investigação, o contrato entre o financiador e a Go Up, produtora do filme, previa um investimento total de US$ 24 milhões, dividido em 14 parcelas.
Segundo o contrato, a empresa tem como sócios Karina Gama e Michael Brian Davis, brasileiro com cidadania americana.
Os investigadores localizaram até agora sete pagamentos que somam mais de US$ 12 milhões, entre fevereiro e setembro de 2025 -- equivalente, na época, a quase R$ 70 milhões.
De acordo com a investigação, o dinheiro saiu de uma empresa ligada a Vorcaro, a Entre Investimentos, e foi para um fundo nos Estados Unidos: o Havengate, administrado por Paulo Calixto, advogado do ex-deputado Eduardo Bolsonaro.
O ministro André Mendonça homologou a delação premiada do dono da Entre Investimentos, Antônio Carlos Freixo Junior, conhecido como Mineiro.
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