Mounjaro reduz inflamação, mas não trata lesões de endometriose
Nos grupos de endometriose nas redes sociais, uma mesma história vem se repetindo: mulheres que começaram a usar a tirzepatida, princípio ativo do Mounjaro, indicado para diabetes tipo 2 e obesidade, dizem sentir menos dor pélvica e menos inchaço abdominal.
Isso despertou esperança em quem convive com as dores fortes da endometriose, doença que afeta cerca de 10% das mulheres no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde.
Mas sentir alívio é uma coisa.
Provar que o remédio trata a doença é outra, e é aí que entra o cuidado.
O que ligam o peso, a inflamação e o hormônio Para entender por que algumas mulheres sentem alívio, é preciso entender como a endometriose funciona.
Ela acontece quando um tecido parecido com o que reveste o útero por dentro passa a crescer fora dele.
Esse tecido causa uma inflamação constante, e essa inflamação precisa do hormônio estrogênio para continuar acontecendo.
A gordura do corpo não serve só para guardar energia.
Ela também funciona como uma pequena fábrica de hormônios: produz substâncias que aumentam a inflamação e consegue fabricar mais estrogênio, o que alimenta ainda mais a endometriose.
Quando alguém emagrece com a ajuda do Mounjaro, o corpo passa a ter menos dessa gordura, e, com isso, menos inflamação e menos estrogênio circulando.
É por isso que a dor e o inchaço podem melhorar.
Mas esse é um efeito indireto: o remédio não chega perto do verdadeiro foco da doença, que é o tecido crescendo fora do útero.
O que já foi provado, e o que ainda é só esperança Essa explicação até faz sentido, mas pensar e provar são coisas diferentes.
Até hoje, não existe nenhuma prova de que o Mounjaro trate a endometriose.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Paraná.