Apesar de crise no agro, empresas preveem dobrar de tamanho em cinco anos no país
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Apesar das dificuldades apontadas pelo setor de máquinas agrícolas que envolvem a concorrência chinesa e a desvalorização do dólar , e que resultam em queda nas vendas, fabricantes de origem estrangeira instaladas no país preveem até dobrar de tamanho nos próximos cinco anos e anunciaram investimentos na ampliação de suas unidades e em pontos de venda.
Dados da Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos) apontam que o setor fechou o primeiro quadrimestre do ano com redução de 17,9% nas vendas de máquinas e implementos agrícolas, que alcançaram R$ 17,07 bilhões, mas, independentemente de problemas econômicos, os planos das empresas se baseiam na perspectiva de crescimento contínuo da agricultura no país e também no continente.
Estimativa de maio do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgada na semana passada aponta para uma safra de grãos de 353 milhões de toneladas, 6,9 milhões a mais em relação ao ano anterior. Como comparação, há 15 anos a safra foi de cerca de 150 milhões de toneladas.
Entre as empresas que preveem crescimento nos próximos anos no Brasil estão a Fendt, de origem alemã, a JCB, multinacional britânica, e a New Holland, originária dos Estados Unidos.
A Fendt, integrante da Agco —que também tem as marcas Massey Ferguson e Valtra—, chegou ao Brasil em 2019, sua primeira incursão na América do Sul, com a abertura de uma loja, número que em 2024 chegou a 33 e que prevê alcançar 70 em quatro anos.
"Nós já crescemos três vezes o nosso tamanho e nos próximos cinco anos nós vamos novamente dobrar de tamanho. Estamos aumentando o nosso número de lojas, mas também indo para novos mercados na América Latina", afirmou Marcelo Traldi, vice-presidente da Fendt e da Valtra na América Latina.
Já a fabricante de retroescavadeiras e manipuladores telescópicos JCB, multinacional de origem britânica, está com uma estratégia em andamento de cobrar sua operação no Brasil até 2030.
Para isso, iniciou, ainda em 2024, um investimento de R$ 500 milhões, dos quais R$ 360 milhões na modernização da sua fábrica em Sorocaba.
A proposta é crescer com a inclusão de novas máquinas no portfólio e na expansão da capacidade produtiva da empresa. A nova linha de escavadeiras, lançadas neste ano, é um dos exemplos citados pela empresa para buscar o crescimento —no dia da apresentação do modelo, foram negociadas mais de 30 unidades.
Presidente da empresa na América Latina, Adriano Merigli afirmou que o plano é que a produção, das atuais 5.000 máquinas por ano, chegue a 11 mil até 2030.
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O agronegócio , de acordo com ele, representa 15% dos negócios da empresa, que deve gerar mil empregos diretos e indiretos com o plano de expansão.
O movimento posiciona a operação brasileira como um polo estratégico para a CNH (que também tem a marca Case IH, entre outras).
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.