O Ministério da Saúde adverte: chocolate suiço suja as mãos
Afinal, o que há de errado na amizade sincera entre o filho do presidente e uma lobista?
A não ser que a lobista faça de tudo, tudo, para terminar seus dias comendo chocolate em Genebra.
Apenas para quem vê o futuro em picos nevados. Talvez em uma estação de esqui.
"Derrame o leite bom na minha cara e o leite mal na cara dos caretas."
Na Suiça, um bom lugar para se fechar negócio é um banco. Pode-se até pedir empréstimo. "Empréstimo pessoal", que fique claro.
Se for para pegar um dinheirinho, ensinam os chefes de gabinete, melhor que seja em alemão.
E ele paga bem - como paga bem: R$ 300 mil por mês, dizem as más línguas da Polícia Federal.
O peixe morre pela boca. Principalmente quando fala o que não deve ao telefone.
O quadrilátero tem Roberta, Sr. da Silva Júnior, Marco, o xará, não meu, do Marcola, o mais famoso, e — leia devagar para não engasgar — Swedenberger.
Swedenberger não é exatamente um nome que costuma frequentar manchetes. Muita letra.
Já foi secretário-executivo da Casa Civil, na gestão José Dirceu. Já foi assessor especial do presidente da República. Chefe de gabinete adjunto da Presidência. Secretário-executivo do Ministério da Saúde.
Daqueles que não aparecem muito na fotografia, mas costumam saber se há um cofre atrás do quadro na parede.
Atenção: aparecer numa investigação, ou usar um colar de diamantes, não significa ser culpado de nada.
Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.
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