Ministro defende neutralidade diplomática para reduzir vulnerabilidade em fertilizantes
O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, defendeu nesta segunda-feira (14) a chamada diplomacia de neutralidade como instrumento para reduzir vulnerabilidades do Brasil em cadeias estratégicas, com destaque para fertilizantes.
Durante seminário da Esfera, ele afirmou que o país precisa manter relação política e geopolítica com todos os parceiros comerciais possíveis para preservar canais de cooperação e fornecimento.
Segundo o ministro, essa postura ganha peso em um cenário de instabilidade internacional.
Ele citou a importância de manter interlocução com produtores do Oriente Médio, região sensível a conflitos, e também com a Rússia, apontada por ele como parceira tradicional no setor.
Na avaliação de Márcio Elias Rosa, restringir relações por alinhamentos políticos pode ampliar a exposição do Brasil a rupturas de oferta e à volatilidade de preços.
A avaliação foi feita em meio ao debate sobre cadeias estratégicas e abastecimento de insumos para a produção.
Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo : siga o Canal Rural no Google News! O ministro destacou que, embora o Brasil esteja entre os maiores produtores de alimentos do mundo, o país ainda depende de importações para entre 83% e 90% dos fertilizantes consumidos.
Ele lembrou que, desde 2023, a política industrial passou a incluir a agroindústria como missão prioritária, com ações voltadas a esse insumo.
Márcio Elias Rosa também mencionou a aprovação, pelo Congresso, de uma política nacional de fertilizantes.
De acordo com ele, a meta é reduzir gradualmente a dependência externa até atingir 50% em 2050.
O ministro afirmou que esse processo exige investimentos e tecnologia e que os primeiros resultados dessa redução devem começar a aparecer nos próximos cinco anos.
Outro ponto defendido por ele foi a formação de estoques estratégicos para mitigar riscos de interrupção nas cadeias globais.
Segundo o ministro, o governo já mantém reservas e investe para garantir o abastecimento em períodos de entressafra.
A estratégia apresentada pelo ministro combina diversificação das relações comerciais, redução gradual da dependência externa e manutenção de estoques para sustentar o abastecimento de fertilizantes, insumo central para a agroindústria brasileira.
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