Helder sobe o tom: Pazolini é “autoritário”; Ricardo, um “coadjuvante”
O candidato do PT ao Palácio Anchieta, Helder Salomão, apresentou na noite de quinta-feira (14) o seu plano de governo para a sociedade capixaba. Apresentou, também, algumas de suas armas para confrontar seus dois principais adversários na campanha eleitoral: o governador Ricardo Ferraço (MDB) e o ex-prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini (Republicanos).
Sem os chamar pelo nome, o deputado afirmou que Ricardo não é mais que um “um líder coadjuvante” e classificou Pazolini como “um líder autoritário”.
O ex-prefeito de Cariacica afirmou que, com Ricardo, só há possibilidade de diálogo no 2º turno. Já com Pazolini, segundo Helder, não há diálogo possível, uma vez que o ex-prefeito de Vitória se aliou a Flávio Bolsonaro (PL).
Helder intensificou a estratégia de se diferenciar dos dois maiores oponentes, sublinhando o que ambos têm em comum, segundo sua avaliação. Enquanto busca enfatizar as semelhanças que identifica entre Ricardo e Pazolini, o petista procura se apresentar ao eleitorado como uma alternativa real, que nada tem a ver com os oponentes situados à direita.
Quando teve a candidatura homologada, na convenção da Federação Brasil da Esperança, o candidato do PT já dissera que Ricardo e Pazolini são “muito parecidos”, assim como já fizera no lançamento de sua pré-candidatura, no início de julho. Agora, l ogo após lançar seu plano de governo, em um clube no bairro Santo Antônio, Vitória, Helder disse que ambos representam “projetos pessoais”. E enfatizou:
“Os nossos adversários são muito parecidos porque têm métodos parecidos e têm pautas parecidas. Os dois hoje estão disputando os votos da extrema-direita, levantando bandeiras da extrema-direita, e nós não compactuamos com aqueles que não prezam pela democracia. Nós conversamos com todo mundo, com todo mundo que tenha como princípio fundamental a defesa da democracia”.
O deputado emendou: “Não importa que seja do nosso campo, democrático e popular, nós conversamos com o centro, com a direita, conversamos com todo mundo. Só não dá para a gente dialogar com aqueles que não respeitam a democracia”.
A colega Letícia Gonçalves perguntou, então, ao candidato: e quem não respeita a democracia aqui no Estado? “Aqui no Estado, hoje, o candidato que está alinhado ao nosso principal adversário, que é o filho do ex-presidente”, respondeu Helder, de bate-pronto.
A resposta deixa claro que ele tratará assim Lorenzo Pazolini, sobretudo por conta da aliança do ex-prefeito com o PL de Magno Malta e da família Bolsonaro:
“No primeiro turno, não, porque ele é meu adversário”, respondeu Helder.
O petista está convencido e reitera que crescerá no decorrer da campanha e chegará ao 2º turno. Sinaliza que, se avançar para essa etapa contra Pazolini, buscará uma aliança com Ricardo e com a coalizão governista para derrotar o candidato conservador da coligação do Republicanos com o PL. Se chegar contra Ricardo, não procurará Pazolini.
Mas Helder foi além. Não apenas tachou Pazolini como “antidemocrático”, mas também como dono de um perfil político “autoritário”.
Eu quero estabelecer uma diferença política.
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