Prometer um Brasil melhor exige mais que um discurso generoso
A campanha presidencial assume a aparência de um balcão de ofertas.
Há isenção de impostos, aumento de benefícios sociais, redução da jornada de trabalho e promessa de atendimento de excelência na saúde pública.
Na vitrine eleitoral, tudo parece possível.
A conta, porém, raramente aparece com a mesma clareza.
O eleitor recebe o anúncio da vantagem, mas precisa cobrar o restante da informação: quanto custa, de onde virá o dinheiro, em quanto tempo será possível entregar e quais outras despesas terão de ser revistas.
Sem essas respostas, uma proposta pode render aplausos e votos, mas continua longe de constituir um plano de governo.
As necessidades que sustentam essas promessas são reais.
Quem trabalha e mal consegue pagar as contas deseja alívio nos impostos.
Quem depende de auxílio precisa de proteção.
Quem enfrenta jornadas exaustivas quer tempo para viver.
Quem espera meses por uma consulta tem direito a atendimento digno.
A responsabilidade de um candidato começa justamente no respeito a essas necessidades, que não podem ser tratadas como matéria-prima para slogans.
Prometer isenção tributária exige explicar quem será beneficiado e qual arrecadação deixará de entrar.
É possível compensar a perda revendo outros benefícios fiscais, alterando a distribuição da carga tributária ou reduzindo despesas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.campograndenews.com.br — o conteúdo pertence a Campo Grande News.