No máximo metade dos eleitores de Manuela aponta Pimenta como segunda opção ao Senado no RS, mostra Quaest
A disputa pelas duas vagas ao Senado pelo Rio Grande do Sul segue aberta, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (24).
O levantamento mostra Manuela d’Ávila (PSOL na liderança entre as escolhas dos eleitores , mas indica um desafio para Paulo Pimenta (PT): o voto da candidata não necessariamente se converte em apoio ao petista como segunda opção .
Na combinação dos votos totais, que reúne as preferências dos eleitores para as duas cadeiras em disputa, Manuela aparece com 12% , seguida por Paulo Pimenta e Marcel van Hattem (Novo), empatados com 9% .
Sanderson (PL) e Rigotto (MDB) aparecem na sequência, com 8%.
No primeiro voto para senador, a diferença entre os dois nomes é maior.
Manuela lidera com 16% , enquanto Pimenta registra 10% .
Já na escolha do segundo voto, os dois aparecem empatados com 8% , atrás de Sanderson, que tem 9%.
LEIA TAMBÉM: Senado no RS: cinco nomes em empate técnico pelas duas vagas, revela pesquisa Quaest Transferência de votos entre Manuela e Pimenta não é automática O cruzamento dos dados da pesquisa sugere que até metade dos eleitores que escolhem Manuela como primeira opção pode indicar Paulo Pimenta como segunda escolha .
O resultado indica que, apesar da proximidade entre os dois nomes do campo progressista, parte dos eleitores de Manuela pode optar por outros candidatos na segunda vaga ao Senado .
O movimento inverso aparece mais concentrado.
Entre os eleitores que apontam Pimenta como primeira opção, Manuela pode chegar a ser indicada como segunda escolha por cerca de 80% desse grupo , segundo o cruzamento apresentado pela pesquisa.
Os números indicam que a disputa pelo segundo voto pode ser um fator relevante em uma eleição em que cada eleitor escolherá dois senadores.
A capacidade de ampliar a preferência para além do primeiro voto pode influenciar o resultado final da disputa.
A pesquisa também mostra um cenário de alta indefinição.
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