Zema radicaliza discurso e promete perdoar condenados por atos golpistas
O candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) afirmou durante sabatina na TV Globo nesta segunda-feira (24) que considera que parte dos condenados pelos atos de 8 de Janeiro de 2023 não cometeu crimes.
Questionado sobre as punições aplicadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-governador de Minas Gerais disse que, em sua avaliação, só deveria ser responsabilizado quem executou diretamente ações criminosas.
“Comete crime quem leva o crime adiante.
Quem fez, pensou ou até idealizou, mas não levou, para mim, não cometeu crime”, declarou.
O candidato foi lembrado durante a entrevista de que o STF condenou cerca de 1.400 pessoas por crimes como tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, associação criminosa e dano ao patrimônio público .
Mesmo assim, Zema manteve a crítica às decisões da Corte e afirmou que concederia anistia aos condenados ou defenderia a criação de um novo tribunal para revisar os casos.
“Eu darei anistia ou, no mínimo, um tribunal que não seja político, um tribunal que seja judicial”, afirmou.
Aceno à base bolsonarista A posição coloca Zema em sintonia com uma das principais reivindicações da base de apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro, que defende a anistia aos condenados pelos atos antidemocráticos.
Ao mesmo tempo, o candidato tentou reforçar uma imagem de defensor das instituições democráticas.
“Eu sou totalmente democrata.
Fui eleito pela urna eletrônica, confio na urna eletrônica”, disse.
Vacinação e obrigatoriedade Na área da saúde, Zema voltou a defender que o governo incentive a vacinação, mas afirmou ser contrário à obrigatoriedade.
O candidato disse que tomou as vacinas contra a Covid-19 e que acredita na ciência, mas argumentou que famílias não deveriam ser punidas por recusarem a imunização.
Dívida de Minas e corrupção Durante a sabatina, Zema também foi questionado sobre a dívida pública de Minas Gerais, que aumentou durante sua gestão.
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