"Não opera mais aqui", diz Nunes sobre empresa de ônibus ligada a Leite
Questionado sobre a Operação Vectura Corrupta, deflagrada nesta quinta-feira (17/9) pela Polícia Civil de São Paulo e pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) contra um esquema de infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no sistema de transporte público, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) afirmou que uma das empresas citadas não opera mais na capital.
“A TransWolf já não está mais operando aqui, fiz a intervenção em 2024”, disse Nunes à coluna.
A empresa é citada nos autos como sendo de propriedade do ex-vereador Milton Leite (União Brasil), um dos alvos de prisão da operação.
“Milton Leite é citado nominalmente por diversas vezes como responsável direto pela operação de algumas das empresas controladas pelo PCC.
Somado a isso há declarações de policiais militares em procedimento junto ao Tribunal de Justiça Militar, que o mesmo seria o dono de fato da empresa Transwolf”, afirma o MPSP .
Leia também São Paulo Ex-SPTrans: preso por suposto elo com PCC gerenciava sistema de ônibus São Paulo Entenda operação contra esquema do PCC no transporte público de SP Vinicius Passarelli Filhos de Milton Leite receberam R$ 3,7 milhões do União para campanha Ramiro Brites Mensagem de sócios de firma de ônibus do litoral de SP cita Marcola, do PCC A Transwolff foi alvo da Operação Fim de Linha, deflagrada MPSP em abril de 2024.
Segundo a investigação, a Transwolff, que operava 133 linhas de ônibus na zona sul da capital, ajudou a lavar R$ 54 milhões de atividades ilícitas do PCC.
O dinheiro do crime teria auxiliado a empresa a habilitar-se como vencedora da concessão de transporte público.
Além da Transwolff, a empresa UpBus também foi alvo da mesma operação.
Em dezembro de 2024, Ricardo Nunes publicou no Diário Oficial o decreto para dar fim ao contrato da Transwolff com o município de São Paulo.
Outro alvo dos mandados de prisão temporária é Levi dos Santos Oliveira, ex-presidente da SPTrans, órgão responsável pelo transporte municipal da capital paulista.
“Pelo que foi detectado, muito embora não seja interlocutor de Daniel, os mesmos tiveram encontros periódicos com a única finalidade de tratar de interesses da facção relacionados a empresas de transportes, especialmente com a deflagração da Operação Fim da Linha, pelo MPSP”, diz a promotoria.
Daniel é José Daniel Satilite, apontado na investigação como laranja na aquisição de uma refinaria e em operações do setor de transporte público.
Ele também foi alvo do pedido de prisão temporária.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.metropoles.com — o conteúdo pertence a Metrópoles.