ONU e Autoridade Palestina condenam cerco de colonos israelenses a casas na Cisjordânia
A Organização das Nações Unidas (ONU), através de suas agências relacionadas a temas de direitos humanos e da causa palestina, emitiu um comunicado nesta sexta-feira (14/08) condenando o cerco realizado por colonos israelenses contra famílias palestinas no vilarejo de Qusra, na Cisjordânia.
A nota repudia as ações que têm sido registradas desde o último domingo (09/08), mas que se intensificou nesta quinta-feira (13/08), com o apoio de soldados israelenses aos colonos que mantêm sitiadas três famílias palestinas de vivem na localidade, e que vêm sofrendo ameaças de agressão e expulsão de suas casas, além de cortes intermitentes do fornecimento de água e energia elétrica.
Em um dos episódios do acosso aos palestinos, registrado no último domingo, os agressores chegaram a bloquear as vias de acesso às casas dessas três famílias, resultando no impedimento da chegada de uma ambulância solicitada para o atendimento de uma criança – que acabou não podendo ser medicada na ocasião.
O documento difundido pelo Escritório do Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos afirma que “essas ações criminosas dos colonos, toleradas ou apoiada por Israel, a potência ocupante, estão tornando a vida insuportável para essas famílias palestinas e visam claramente forçá-las a deixar suas casas e suas terras”.
A situação também foi denunciada pelo Ministério de Relações Exteriores da Autoridade Nacional Palestina (ANP), entidade que representa politicamente as comunidades palestinas que vivem na Cisjordânia.
Em seu comunicado, a ANP destaca a situação que estão vivendo as famílias palestinas acossadas pelos colonos, com o apoio das tropas israelenses.
“Há 15 moradores da região que estão confinados em suas casas, sem água e sem energia elétrica, e o tempo está se esgotando para elas, que estão na iminência de serem deslocadas à força”, enfatiza a Autoridade Palestina.
Soldados israelenses atuando em vilarejo de Qusra, na Cisjordânia, em cerco contra famílias palestinas X / @ArabWeekly
Nesta quinta-feira (13/08), em denúncia feita durante entrevista ao diário britânico The Guardian , o prefeito de Qusra, Abdul Azim Wadi, relatou que o comandante militar israelense na região, o major-general Avi Bluth prometeu que atuaria para frear a campanha promovida por colonos sionistas para expulsar a população local palestina, e que inclusive iria “evacuar” os colonos da região.
A promessa de Bluth seria resultado da pressão internacional para que Israel tome medidas para frear o avanço da colonização de terras palestinas por parte de colonos israelenses, mas não houve ação real para impedir que a campanha de hostilidade continuasse.
Pelo contrário, segundo a denúncia do prefeito Wadi, a ação dos soldados israelenses nesta quinta teria acontecido em apoio à campanha dos colonos contra os moradores.
Também em entrevista ao The Guardian , o ex-primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert (2006-2009), classificou a campanha dos colonos na Cisjordânia como “uma tentativa concertada e meticulosa de limpeza étnica” contra os palestinos.
“Esses são crimes contra a humanidade que são ativamente apoiados pelo governo israelense e facilitados pela indiferença e total inação da
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