sexta-feira, 14 de agosto de 2026 📬 Resumo no TelegramPortaisSobre🌓
🇧🇷 BR ▾
ÚLTIMAS
Mundo

Lula diz que vencerá EUA pela narrativa e cobra respeito de Donald Trump

Opera Mundi ·
Lula diz que vencerá EUA pela narrativa e cobra respeito de Donald Trump

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta sexta-feira (14/08), que pretende enfrentar as investidas do governo de Donald Trump contra o Brasil por meio da diplomacia e da defesa da soberania nacional. Segundo ele, o país não precisa de poderio militar para se contrapor aos Estados Unidos, mas da “verdade” e de uma narrativa capaz de expor o que considera contradições nas medidas adotadas por Washington.

“Eu não tenho os aviões que os EUA fazem propaganda dizendo que têm, não tenho bomba atômica. O que eu tenho? A verdade! A minha consciência!”, afirmou em entrevista aos podcasts Nãoinviabilize e As Cunhãs . Na sequência, Lula declarou: “Com mentiras, ninguém ganha do Brasil. Vou vencer os EUA pela narrativa”.

O presidente voltou a contestar as justificativas apresentadas pelo governo estadunidense para a imposição de tarifas sobre produtos brasileiros . Para Lula, as medidas foram baseadas em informações falsas e, em alguns casos, utilizadas como instrumento de pressão contra outros países. “É mentira você querer taxar o Brasil com base em dados falsos”, disse.

Apesar do enfrentamento às políticas de Trump, Lula procurou diferenciar o governo estadunidense da relação pessoal que mantém com o presidente dos EUA. Segundo ele, Donald Trump tem sido respeitoso no trato direto entre os dois.

“Trump me trata muito bem, de forma respeitosa”, afirmou. Lula também disse que gostaria de estabelecer uma relação baseada no diálogo direto com o estadunidense. “Trump, somos dois jovens de 80 anos. Temos que passar para os outros a ideia de seriedade, tranquilidade. Essa é a relação que eu quero ter com você: olho no olho”, declarou.

Presidente dos EUA, Donald Trump, e presidente do Brasil, Lula da Silva Ricardo Stuckert / PR

O presidente também criticou a pressão dos Estados Unidos para acelerar a aprovação do agrément do novo embaixador estadunidense no Brasil. Lula questionou a urgência demonstrada agora pelo governo Trump, depois de, segundo ele, o processo ter levado cerca de um ano e seis meses.

“Se o embaixador dos EUA é importante para o Brasil, por que demoraram um ano e seis meses e agora querem mandar?”, questionou. Lula afirmou que tenta estabelecer contato com o diplomata e que pretende tratar diretamente das divergências entre os dois governos.

Nesse contexto, o presidente fez um alerta sobre uma possível interferência estadunidense nas eleições brasileiras de 2026. “Não se meta nos negócios do Brasil, sobretudo na eleição. Se se meterem, vão perder”, afirmou. “Quem vier dar palpite da eleição aqui dentro vai perder.”

Lula ainda criticou adversários políticos que, segundo ele, atuam contra os interesses nacionais. Sem citar nominalmente o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência pelo PL , o presidente mencionou “o meu adversário” e afirmou que o irmão dele estaria disseminando “infâmias sobre o Brasil”.

Apesar do tom de confronto, Lula reforçou que não pretende romper relações com Washington. “Não queremos brigar com EUA, China, Rússia, Bolívia, Espanha”, afirmou.

Ler a notícia completa no Opera Mundi ›

Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em operamundi.uol.com.br — o conteúdo pertence a Opera Mundi.

Este assunto em outros veículos

Mais de Opera Mundi

Ver tudo ›

Mais em Mundo

Ver tudo ›