SUS, ensino de matemática, crise climática e população em situação de rua: veja temas que ficaram à margem das campanhas
Flávio Bolsonaro e Lula chegam ao debate da Globo Reprodução Os candidatos à Presidência da República registraram no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) planos de governo com suas propostas para o Brasil.
Durante a campanha de 2026, porém, a discussão sobre como Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pretendem enfrentar os desafios do país teve pouco espaço.
Alguns dos temas, no entanto, foram abordados no debate presidencial realizado pela TV Globo nesta sexta-feira (23).
O g1 ouviu especialistas para identificar temas relevantes que ficaram em segundo plano na disputa ao Palácio do Planalto.
Agora no g1 Veja abaixo os principais temas (clique para seguir o conteúdo): O financiamento do SUS e o envelhecimento da população A matemática e o ensino médio O El Niño em um clima cada vez mais desequilibrado População em situação de rua O financiamento do SUS e o envelhecimento da população "Saúde é direito de todos e dever do Estado".
O direito determinado pela Constituição Federal de 1988 é traduzido no Sistema Único de Saúde (SUS).
Mas, apesar de sua centralidade na vida do brasileiro, o assunto não esteve no debate eleitoral.
Além de hospitais, o sistema de saúde brasileiro é responsável pela vacinação da população, pela distribuição gratuita de medicamentos, pela administração de bancos de sangue e de leite, pelo monitoramento da qualidade da água - e até pela vigilância sanitária.
Assim, todos os brasileiros o utilizam, de uma forma ou de outra.
O governo federal investe todo ano, no mínimo, 15% de sua receita líquida com a Saúde.
Em 2026, o valor previsto é de R$ 254,93 bilhões, segundo dados atualizados do Portal da Transparência.
Para o sustento do SUS, entram ainda investimentos dos Estados, Distrito Federal e municípios, que também têm mínimos definidos por lei para garantir o acesso à saúde gratuita no país.
O Sistema Único de Saúde (SUS) foi criado pela Constituição Federal de 1988 Agência Brasil A organização do SUS se dá de forma que cada governo – federal, estadual ou municipal – fique responsável por parte do complexo sistema: prefeituras: responsáveis pela organização e execução das ações de saúde; governos estaduais: formulam políticas de saúde e dão apoio às cidades para oferecer serviços de saúde; e governo federal: faz a gestão nacional, fiscaliza e monitora as políticas e ações de saúde de acordo com o Plano Nacional de Saúde.
Para Rudi Rocha, professor de economia e saúde da FGV EAESP (Escola de Administração de Empresas de São Paulo), o envelhecimento da população brasileira exigirá mais recursos para o SUS.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Educação.