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Dez novas canetas depois, a guerra do Ozempic está só começando no Brasil

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Dez novas canetas depois, a guerra do Ozempic está só começando no Brasil

Cinco meses foram suficientes para mudar completamente o mercado criado pelo Ozempic no Brasil.

Desde que a patente da semaglutida expirou, em 20 de março, a Anvisa concedeu dez novos registros de versões sintéticas da molécula.

O número impressiona, mas esconde uma realidade ainda mais interessante: a verdadeira guerra das chamadas canetas emagrecedoras está apenas começando.

Levantamento do Radar Econômico a partir dos registros da Anvisa mostra que metade dessas dez autorizações está concentrada no Grupo EMS.

Além do Ozivy, a companhia obteve registro para um genérico e para o Yluméc; a Germed, que pertence ao mesmo grupo, conseguiu o Semaclique e um segundo genérico.

Hypera aparece com outros dois registros, por meio da Brainfarma e da Cosmed, enquanto Sun Pharma e Ranbaxy, ambas do mesmo grupo, receberam outros dois.

Apenas o Owozy, da Ávita, fica fora desses três conglomerados.

Na prática, nove dos dez novos registros estão nas mãos de apenas três grupos farmacêuticos.

Só que registro não significa produto imediatamente na prateleira.

Parte dessas canetas ainda depende de definição de preço e estratégia comercial.

É justamente aí que começa a segunda etapa da disputa.

A EMS investiu mais de 1,2 bilhão de reais em sua plataforma de peptídeos em Hortolândia, cuja capacidade chega a 20 milhões de unidades de medicamentos por ano.

A Hypera prepara sua entrada com o Semavy, pela Mantecorp.

E outros fabricantes ainda avançam pela fila regulatória aberta após o fim da exclusividade da Novo Nordisk.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.

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