Julgamento de piloto cubano por morte de quatro aviadores é adiado nos EUA
O julgamento do piloto cubano Luis Raúl González-Pardo pelas mortes de quatro aviadores em 1996 foi adiado pelo menos até setembro, informou o jornal mexicano El Universal. Ele é acusado pelos Estados Unidos de conspiração para matar americanos, homicídio e destruição de aeronaves.
O juiz federal Darrin Gayles marcou para setembro uma reunião entre defesa e promotoria para definir os próximos passos do processo em Miami. O julgamento de González-Pardo estava previsto para a próxima segunda-feira, mas as duas partes pediram o adiamento devido ao volume de documentos envolvidos no processo.
A promotoria informou à defesa que o caso reúne provas confidenciais, mídias antigas e evidências físicas reunidas ao longo de três décadas. Documentos judiciais também citam relatórios que não haviam sido preservados em formato eletrônico.
González-Pardo é o único detido entre seis cubanos acusados pelos EUA. Todos respondem por conspiração para matar americanos, homicídio e destruição de aeronaves. O ex-presidente de Cuba, Raúl Castro, também foi indiciado pelos EUA em maio deste ano por conta do episódio.
EUA dizem que queda das aeronaves não foi acidental. "Raúl Castro ordenou aqueles caças para atacar cidadãos não armados. Isso não foi um acidente, isso foi intencionalmente premeditado", afirmou James Uthmeier, procurador-geral da Flórida, ao anunciar os indiciamentos.
As acusações se referem à derrubada de duas aeronaves do grupo Hermanos al Rescate, em 1996. Três cidadãos dos EUA e um residente legal do país, todos de origem cubana, morreram.
O grupo Hermanos al Rescate ajudava cubanos que deixavam Cuba em balsas. As vítimas foram Carlos Costa, Armando Alejandre, Mario Manuel de la Peña e Pablo Morales.
González-Pardo já estava preso desde novembro por fraude migratória, crime pelo qual recebeu pena de sete meses. O Departamento de Justiça dos EUA afirma que ele fez declarações falsas sobre sua ligação com a Força Aérea Cubana, entre 1980 e 2009, ao pedir ajuste de seu status migratório no país.
A Justiça determinou em junho que o piloto permanecesse preso durante o processo pelas mortes dos aviadores. O governo dos EUA alegou haver "um risco sério de que não aparecesse" no julgamento.
As acusações acontecem em um momento em que o presidente americano, Donald Trump, intensifica as sanções contra o governo de Cuba. O processo poderia resultar em uma pena máxima de morte ou prisão perpétua para Castro, de 95 anos.
O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.