Justiça mantém prisão de homem apontado como sócio oculto de empresa responsável por prédio que desabou e matou 6 em SP
Polícia prende sócio de empresa ligada a desabamento em SP Após passar por audiência de custódia, a Justiça manteve a prisão temporária de Ronaldo Vivacqua, apontado pela investigação como sócio oculto de uma das empresas responsáveis pela obra do prédio que desabou sobre uma casa e matou seis pessoas na Penha, Zona Leste de São Paulo.
Outros dois investigados ligados à construção também tiveram a prisão temporária decretada.
São eles: Cristiano Vivacqua, filho de Ronaldo e apontado pela polícia como autor do projeto e engenheiro responsável pela execução da obra, e Isis Brandão, que aparece formalmente como proprietária da empresa.
Até a publicação desta reportagem, Cristiano e Isis seguiam considerados foragidos.
Segundo a Polícia Civil, Ronaldo não aparece formalmente nos documentos das duas empresas apontadas como responsáveis pela obra.
Os investigadores afirmam, porém, que depoimentos de testemunhas e documentos antigos indicam que ele atuava na administração da empresa e participava efetivamente da obra.
“Nós descobrimos que ele, na realidade, é um sócio oculto”, afirmou a delegada Safira Borges Moreira Parente.
Desabamento de prédio na Penha, Zona Leste de SP TV Globo A polícia afirma que testemunhas relataram que Ronaldo “agia, administrava e geria e participava efetivamente da obra”.
A participação de cada um dos três investigados ainda será individualizada durante o inquérito.
Segundo a Polícia Civil, Ronaldo Vivacqua negou, em oitiva preliminar, ter envolvimento com a construtora responsável pela obra.
A polícia informou ainda que o pedido de prisão temporária dos investigados foi fundamentado no fato de eles não terem se apresentado às autoridades desde o início das investigações.
O advogado das empresas ligadas à obra afirmou que Ronaldo Vivacqua não exercia função de direção na construtora e negou que ele fosse sócio oculto, como apontou a Polícia Civil.
Segundo a defesa, Ronaldo apenas acompanhava o filho, Cristiano Vivacqua, responsável técnico pela obra.
A defesa considera “prematura” a decretação das prisões temporárias e informou que pretende pedir a revogação da prisão de Ronaldo.
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