Bitcoin salta 10%, rompe resistência dos US$ 70 mil e marca maior valor em três meses
O Bitcoin (BTC) ganhou força nos últimos dias e rompeu a barreira dos US$ 70 mil, nesta quinta-feira (20), pela primeira vez em três meses, em um movimento alimentado pela melhora das condições de liquidez nos Estados Unidos, entrada de recursos em ETFs e liquidação de posições que apostavam na queda da principal representante do mercado de criptoativos.
Por volta de 12h30 (horário de Brasília), o Bitcoin registrava valorização de 10%, nas últimas 24 horas, negociado a US$ 72.300, na máxima do período, de acordo com dados da plataforma agregadora de preços Coingecko.
A alta também se espalhou pelo mercado de criptoativos.
O Ethereum (ETH) avança cerca de 20% em 24 horas, para US$ 2,3 mil.
XRP (XRP) e Hyperliquid (HYPE) também registram altas na mesma intensidade.
Solana (SOL) ganha cerca de 10%.
Pedro Fontes, analista de Research do Mercado Bitcoin (MB), avalia que o Bitcoin vinha há alguns dias com a volatilidade bastante comprimida e rompeu em sequência três níveis considerados importantes: US$ 65 mil, US$ 67 mil e, finalmente, a barreira psicológica dos US$ 70 mil.
O principal gatilho apontado pelos analistas foi a decisão do Tesouro americano de dobrar as operações de recompra de títulos de longo prazo.
A partir de 9 de setembro, as recompras de papéis com vencimentos entre 10 e 30 anos passarão de US$ 2 bilhões para pelo menos US$ 4 bilhões por operação.
A medida busca melhorar a liquidez no mercado de títulos públicos americanos depois da forte alta dos juros longos.
A taxa dos papéis de 30 anos havia ultrapassado 5,3%, maior nível desde 2007, antes de recuar após o anúncio.
Embora as recompras não representem uma nova rodada de estímulos monetários pelo Federal Reserve (Fed), a sinalização de maior liquidez foi recebida positivamente pelos mercados, explica Fontes.
Para o analista, esse ambiente reforça a procura por ativos escassos, entre eles o Bitcoin.
Noah Chegung, diretor da Bitget no Brasil, acrescenta que a mudança de sentimento desencadeou um forte "short squeeze" — movimento em que investidores que apostavam na queda precisam recomprar o ativo para encerrar suas posições, reforçando ainda mais a alta dos preços.
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