Favoritos ameaçam transformar a sucessão em guerra de lama
Na próxima sexta-feira, estreia no rádio e na TV a propaganda eleitoral. É quando os candidatos começam, na prática, a vender seu peixe ao eleitorado. Donos das maiores vitrines eletrônicas, Lula e Flávio Bolsonaro travarão um embate particular. Se os dois levarem ao ar toda a munição estocada nos paióis dos seus comitês, talvez seja necessário tirar as crianças da sala.
O filho de Bolsonaro incluiu Lulinha e a corrupção entre suas prioridades televisivas. Cavalgando as vulnerabilidades éticas de Flávio, Lula e seus operadores se equipam para um revide que vai muito além do caso Dark Horse. Um aliado do presidente chama a réplica de "desnudamento" do adversário.
A conjuntura sufoca o debate sobre os projetos para o país. A perspectiva de que os candidatos mais bem colocados nas pesquisas ataquem um ao outro no horário eleitoral dá à sucessão ares de uma disputa tétrica. Tão marcante quanto uma guerra. A diferença é que, em vez do derramamento de sangue, vai escorrer lama.
Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.
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